Rejoice 2026: Parque do Perdão mostra igreja “aberta e disponível”
- 25/07/2026 09:01
- Redação
Um banco de jardim, um guarda-sol e um sacerdote é quanto baste para o Parque do Perdão. É a experiência do sacramento da reconciliação ao ar livre.
“Até podia ser pintada até para aqueles pintores bastante famosos” . “É bastante incrível”, atira o peregrino de 18 anos que viveu a experiência da reconciliação ao ar livre na JMJ 2023 e decidiu repeti-la na manhã deste sábado em Lamego durante a segunda edição do Rejoice 2026, em Lamego, organizada pelo departamento Nacional da Pastoral juvenil.
“Há aquelas conversas que dizem que a igreja é muito fechada, é muito conservadora. Acho que isto aqui comprova que é completamente errado”, explica o jovem insistindo que este tipo de atividades “mostram que a igreja está aberta, é disponível. E, como dizia o Papa Francisco, é para todos e de todos”, remata.
Entre os vários bancos do Jardim da República, encontramos à conversa com um grupo de adolescentes, Dom Sérgio Dinis. O Bispo das Forças Armadas recorda a “experiência marcante” que viveu enquanto sacerdote em Lisboa há três anos. Quis agora associar-se à iniciativa neste segundo encontro nacional da juventude católica.
“Para além do sacramento da reconciliação ou da penitencia, desculpem a expressão, aproveitam a oportunidade para expor um bocadinho o que vai no seu coração, às vezes alguma dúvida também de fé ou até da própria vida”, explica D. Sérgio Dinis reconhecendo que “até para nós confessores, digamos assim, acaba sendo uma experiência bela num banco de jardim, numa praça, num parque”.
A curta conversa é interrompida por Celeste e "Mariazinha". As duas utentes de um lar, ali próximo, faziam a habitual caminhada pelo jardim quando foram surpreendidas. Perguntaram o porquê de “tanta juventude e padres no jardim”.
Depois de esclarecidas, Celeste aprovou: “Acho muito bem, e olhe que muita gente até aderiria a isso”. Já "Mariazinha" ficou com pena de não saber com antecedência.
“Se eu soubesse, já vinha preparada para me confessar”, admite. “Amanhã há outra vez?”, perguntou Mariazinha, que com Celeste, decidiu sentar à sombra num banco do Jardim da República, talvez, à espera da sua vez, para se confessar, pela primeira vez, ao ar livre.