Mais de 270 mil deslocados nos incêndios em Espanha e França. Portugal envia 128 operacionais
- 25/07/2026 08:01
- Redação
Os violentos fogos em Espanha e França já obrigaram a retirada ou isolamento dos populares nas suas casas, especialmente no sudoeste francês por continuarem fora de controlo após o calor e ventos acima dos 50 quilómetros por hora.
Portugal vai enviar 100 operacionais para combater as chamas na província espanhola de Ávila.
Em França, cerca de 200 mil pessoas já foram retiradas das zonas em risco, principalmente nas regiões de Gironde e Landes onde o fogo consumiu cerca de 14 mil hectares e destruiu mais de 50 habitações. Dezenas de milhares dos deslocados têm fugido até por via marítima.
"Os incêndios que atingem o nosso país atingiram uma proporção nunca antes vista", disse o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu.
Apesar as chamas estarem a cerca de 30 quilómetros da cidade, a evacuação "não está na agenda" embora as autoridades estejam prontas para "lidar com qualquer eventualidade", acredita o prefeito de Bordéus, Thomas Cazenave.
"Vamos reorganizar a nossa resposta para podermos combatê-lo a partir do solo", já que esta é uma zona fortemente dependente da viticultura e do turismo.
Evitar ao máximo novos focos de incêndio é agora o objetivo das autoridades espanholas, em especial evitar que as chamas nos arredores de Madrid e na província vizinha de Castela e Leão se cruzem, zonas de vegetação extremamente seca.
Só em Madrid cerca de 63 mil pessoas foram retiradas de casa ou permaneceram em confinamento na região, ordenando também a saída de cinco mil turistas de um parque de campismo.
As condições meteorológicas estão dificultar o trabalho dos bombeiros e dos militares que tentam conter as chamas. "É uma tempestade perfeita: temperaturas muito elevadas e ventos incessantes que não dão tréguas", lamentou a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso.
Perante a situação de emergência nacional em ambos os países, a União Europeia mobilizou aviões e helicópteros para apoiar os incêndios nos dois países
“A nossa prioridade, o pensamento e objetivo reside em salvaguardar vidas, proteger populações e depois combater os incêndios. Também, na sequência de um pedido que feito, foi mobilizado um contingente de mais de cem unidades do exército português para combater o incêndio na província de Ávila", acredita.
Porém, a Proteção Civil retificou que não são militares, como Sánchez indicou, mas 128 operacionais e 38 veículos foram destacados numa "força operacional conjunta". Entre os destacados, contam-se bombeiros da Beira e da Serra da Estrela, membros da Proteção Civil e da GNR da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS).
Sánchez anunciou ainda que os incêndios na Comunidade de Madrid e em Ávila serão tratados como apenas um e o comando de emergência será unificado a partir de agora.
O primeiro-ministro espanhol alertou que 130 mil hectares já foram consumidos pelos incêndios florestais em 2026, insistindo na necessidade de um acordo nacional contra as alterações climáticas.
Este é o segundo com maior área queimada por incêndios na União Europeia desde que há registos, sendo que o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (Effis) começou as análises de dados há 20 anos.