Líder do PS defende "presunção de inocência" do ministro Luís Neves
- 25/07/2026 15:20
- Redação
O líder socialista, em declarações aos jornalistas à margem do Encontro Nacional de Mulheres Socialistas, em Coimbra, exige “esclarecimentos claros e inequívocos” ao ministro, em relação ao caso do atrelado e da casa do Alentejo.
“Ele prometeu esclarecimentos para a próxima semana, vamos aguardar por esses esclarecimentos. Temos de assentar a nossa vida coletiva no princípio da presunção de inocência. Assim como não devemos optar pelo silêncio, o silêncio é inimigo da transparência, também não devemos optar pelo oposto, que é fazer julgamentos na praça pública”, sublinha José Luís Carneiro.
Questionado pelos jornalistas sobre a notícia de que Luís Neves não entregou declarações de rendimentos quando era diretor da Polícia Judiciária, o líder do PS respondeu que “há que esperar pelas explicações”.
“Pode haver explicações. Por parecer extraordinariamente estranho é que nós temos de procurar compreender o que se passou. Alguma coisa ter-se-á passado para que tenha havido essa decisão. Talvez essa decisão tenha sido acompanhada pelos diretores adjuntos”, sublinhou José Luís Carneiro, sem elaborar.
O secretário-geral do PS não subscreve a comissão de inquérito pedida pelo Chega.
“Temos a consciência que também é preciso salvaguardar e preservar o estatuto, a integridade de uma das mais importantes instituições de administração da justiça no país. Há aqueles que querem destruir as instituições e há aqueles que querem corrigir os erros ou as falhas nas instituições”, afirma o líder socialista.