Fogo continua "violento e imprevisível" em França, Sánchez fala em "evolução positiva" em Madrid e Ávila
- 26/07/2026 06:22
- Redação
Já em Espanha, a preocupação com fogos continua com a retirada e confinamento de mais de 121 mil pessoas, mas o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, revelou este domingo que já é possível verificar uma "evolução positiva" em Madrid e Ávila.
A autarquia de Bordéus referiu na manhã deste domingo que está "atualmente a analisar todos os cenários possíveis sobre a evolução do incêndio", já que o fogo intensificou-se e progrediu "rapidamente" ao longo da noite passada. As chamas estão agora às portas da área metropolitana, disse o presidente da câmara francesa.
"As chamas ainda estão na fronteira da metrópole, mas não está a avançar no sentido oeste", reafirmou.
O fumo do incêndio é agora muito intenso em Bordéus, provocando uma deterioração significativa da qualidade do ar. Esta poluição atmosférica poderá também estar a causar sintomas respiratórios na população.
Esta é a maior operação de resgate civil alguma vez realizada em França desde a Segunda Guerra Mundial.
Até ao momento, em julho, as temperaturas máximas atingiram uma média de 32,2ºC, o que representa 7,3ºC acima da média para o mês entre 1961 e 1990, segundo o Monitor Climático da agência Reuters.
Em conferência de imprensa no posto do comando avançado em Ávila, o primeiro-ministro espanhol admitiu uma "evolução positiva" em Madrid e Ávila, apesar das frentes ainda ativas.
"Esta noite foi muito positiva em relação à evolução dos incêndios e vamos ver como corre o dia", avisou Sánchez, insistindo na "prevenção e na precaução" da população.
"Em menos de 24 horas, a área ardida passou de 130 mil a 150 mil hectares devido aos 32 grandes incêndios no país", lamentou.
O chefe de Governo espanhol insistiu que a população deve procurar manter-se informada a partir dos meios oficiais do Governo espanhol, da Proteção Civil e dos meios de comunicação social do país, mostrando-se grato pelo trabalho destes profissionais.
"Agradeço aos operacionais disponibilizados pelo nosso país irmão Portugal. Já houve outros momentos em que Portugal sofreu extraordinariamente com incêndios graves e continuamos gratos por esta relação de irmandade e solidariedade entre ambos os países", disse.