Trinta mortos e dezenas de feridos numa década. Principais ataques contra multidões na Alemanha

Trinta mortos e dezenas de feridos numa década. Principais ataques contra multidões na Alemanha

  • 26/07/2026 16:46
  • Redação

Do mercado de Natal da Breitscheidplatz à parada comunidade LGBTI+, na última década a Alemanha tem sido alvo de vários ataques contra grandes multidões, em que veículos são usados como armas letais.

Trinta pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em nove ataques, desde 2016, com motivações diversas, do extremismo islâmico a problemas de saúde mental.

Como resposta, as autoridades alemãs adotaram medidas de reforço de segurança em grandes concentrações de pessoas, como mercados de Natal, desfiles de Carnaval, manifestações e outros eventos públicos.

Uma pessoa morreu e 29 ficaram feridas, várias com gravidade, quando um veículo atropelou uma multidão junto à tradicional parada da comunidade LGBTI+, em Berlim, na noite de sábado. O ministro do Interior, Alexander Dobrindt, afirmou que todos os indícios apontam para um atentado terrorista de motivação islamista. A polícia indicou que o suspeito, entretanto abatido, era conhecido das autoridades por simpatizar com o extremismo islamista.

Duas pessoas morreram e outras três ficaram gravemente feridas quando um automóvel entrou numa zona pedonal no centro de Leipzig. A polícia deteve um cidadão alemão de 33 anos e o presidente do governo regional da Saxónia admitiu que o suspeito poderá sofrer de problemas de saúde mental.

Duas pessoas morreram e 11 ficaram feridas quando um homem de 40 anos atropelou vários peões em Mannheim. Os procuradores concluíram que existem indícios de que o ato foi deliberado, mas não encontraram provas de motivação política ou religiosa, acrescentando que o suspeito poderá padecer de doença mental.

Um cidadão afegão de 24 anos é acusado de ter lançado um automóvel contra uma manifestação sindical em Munique, provocando a morte de uma mulher e da sua filha de dois anos e ferindo dezenas de pessoas. O suspeito está atualmente a ser julgado por dois crimes de homicídio e vários crimes de tentativa de homicídio com alegada motivação extremista islamista.

Seis pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas quando um automóvel invadiu um mercado de Natal em Magdeburgo. Um cidadão saudita foi condenado a prisão perpétua em junho de 2026. Segundo os procuradores, atuou por frustração relacionada com um litígio de natureza civil. As autoridades afirmaram que tinha um historial de retórica anti-islâmica e simpatias pela extrema-direita.

Um cidadão alemão de origem arménia, de 29 anos, atropelou uma multidão numa movimentada zona comercial de Berlim, matando uma professora e ferindo 14 dos seus alunos, depois de subir o passeio com o veículo. Posteriormente, os procuradores indicaram que as buscas à sua residência revelaram indícios de uma possível esquizofrenia paranoide.

Cinco pessoas, entre as quais um bebé de nove semanas, morreram e até 15 ficaram feridas quando um cidadão alemão de 51 anos, sob o efeito do álcool, conduziu o seu automóvel através de uma zona pedonal na cidade de Trier, no oeste da Alemanha.

Um habitante local lançou o seu automóvel contra um desfile de Carnaval na cidade de Volkmarsen, no oeste da Alemanha, ferindo dezenas de pessoas, entre as quais 20 crianças. O homem manteve-se em silêncio durante o julgamento e foi condenado a prisão perpétua, depois de o tribunal concluir que atuou deliberadamente e com intenção de matar.

Anis Amri, um requerente de asilo tunisino cujo pedido tinha sido recusado e que mantinha ligações ao extremismo islamista, roubou um camião, matou o motorista e lançou depois o veículo contra um mercado de Natal cheio de visitantes em Berlim, provocando a morte a 11 pessoas e ferindo dezenas. Foi abatido pela polícia em Itália quatro dias depois.

  • Fonte: Rádio Renascença
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