Exames. 15 mil pediram reapreciação, mais do dobro do ano passado
- 27/07/2026 06:43
- Redação
O ministro da Educação, Ciência e Inovação admite que este ano "há bastante mais" pedidos de reapreciação de exames da primeira fase. Fernando Alexandre falava esta segunda-feira de manhã aos jornalistas e revelou terem sido solicitados 15 mil pedidos de reapreciação.
Um mês depois de terem feito os exames da primeira fase, ainda há 170 alunos sem alguma nota final, revelou ainda o ministro, à margem da inauguração das novas instalações da Universidade de Coimbra, localizadas na Figueira da Foz.
Sobre o número de reapreciações, Fernando Alexandre justifica com a existência de muitas notas entre os 9 e os 9,5 valores que antes da classificação digital "praticamente" não existia.
"Não tínhamos praticamente nenhuma nota entre os 9 e os 9,5 porque era um professor só a corrigir os exames. Agora, como somamos as várias respostas que compõem o exame, cada classificador faz a classificação sem ter a visão global do exame. E o que resulta disso é uma classificação que é mais objetiva", argumenta.
Fernando Alexandre acrescenta que há "um número muito significativo de notas que são 0,4. Por exemplo, temos 2.400 provas que têm 9,4 e é natural que esses alunos, perante essa nota, peçam a reapreciação porque, de facto, falta uma décima para terem a aprovação".
Segundo dados adiantados pelo ministro da Educação a 24 de julho, em 2025, foram solicitadas 6.200 reapreciações referentes à primeira fase. Este ano são, para já, 15 mil pedidos, o que representa um aumento de aproxidamente 142%. Perante um universo de 290 mil provas, estes 15 mil pedidos representam cerca de 5%.
Fernando Alexandre também foi confrontado com a sondagem publicada esta segunda-feira na qual a maioria revela não confiar na capacidade do governante de liderar este processo. O ministro desvaloriza esse estudo de opinião.
"Há muitas sondagens. Nós tivemos 290 mil provas, os alunos receberam o pdf, verificaram a sua nota, houve 825 provas em 290 mil que terão uma desconformidade que vai ser corrigida e eu acho que essa é que é a medida da confiança", diz.
Fernando Alexandre reforça que há uma "grande, grande maioria dos alunos a receber a prova, a reconhecer que aquela é a prova deles e que a classificação está adequada e se não estiver, pedem reapreciação, essa é que é a base da confiança que nós estamos a construir".