Afinal, Pirlo não vai ser selecionador. Sportswashing, explicações e "maldição": entenda o caso que abala Itália

Afinal, Pirlo não vai ser selecionador. Sportswashing, explicações e "maldição": entenda o caso que abala Itália

  • 27/07/2026 09:20
  • Redação

Que é um trabalho difícil, já sabemos. Há a conquista do Europeu pelo meio, mas nada apaga a ausência de Itália dos últimos três Mundiais. A procura pelo sucessor de Gennaro Gattuso, que falhou o acesso ao Campeonato do Mundo das Américas, começou por cima e com Pep Guardiola, mas virou-se para Andrea Pirlo, que, afinal, também não vai ser selecionador.

O próprio confirmou, através das redes sociais, que não tomaria conta da seleção italiana. Tudo por causa de uma polémica colaboração com a empresa de apostas russa Fonbet. Andrea Pirlo foi "embaixador de uma operação de sportswashing relacionada com a Rússia", explica a Bola Branca Giovanni Marrucci.

No papel de embaixador e testemunho, Pirlo foi até mais longe e deslocou-se ao coração da Rússia.

Pirlo tentou justificar-se e, através das redes sociais, explicou que "a colaboração profissional objeto das recentes polémicas nasce no âmbito do meu percurso profissional nos Emirados Árabes Unidos e é exclusivamente de natureza comercial e desportiva".

E, mais, "atribuir-lhe um significado político significa atribuir convicções", algo que o antigo internacional garante "nunca" ter expressado e nem lhe pertencerem. Muitos não concordam.

"Ele falou de um acordo comercial e desportivo, não político, mas o papel de selecionador também é político. Tens de ser muito inteligente e evitar qualquer relação com algo que possa causar dano à tua imagem", aponta Marruci.

Depois de Carlo Ancelotti ter "fugido" para o Brasil e de Guardiola ter recusado, a polémica com Pirlo adensa a trama sobre a principal cadeira do banco italiano. Esta terça-feira, que supostamente serviria para apresentar um novo selecionador, há uma reunião ao mais alto nível na Federação Italiana de Futebol. É que Paolo Maldini e o brasileiro Leonardo, diretor técnico e conselheiro respetivamente, poderão agora abandonar os cargos.

Dessa forma, para o jornalista Giovanni Marrucci, o mais provável é que Giorgio Chiellini avance para o cargo de diretor técnico e, com ele, a escolha para selecionador recaia sobre Antonio Conte, que esteve no cargo em 2015 e 2016, disputando o Campeonato da Europa conquistado por Portugal. Mas o estrago está feito e parece não ter fim à vista.

"Estamos com a vida difícil. Desta vez não nos relvados, mas fora. É como uma maldição. Tudo o que fazem na seleção, corre mal", lamenta Marrucci.

  • Fonte: Rádio Renascença
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