Alemanha promete reforçar segurança após atropelamento contra parada LGTBIA+ em Berlim
- 27/07/2026 16:18
- Redação
O ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, está a planear colocar pulseiras eletrónicas em pessoas consideradas "perigosas" e implementar novos poderes para ordenar a retirada de "indivíduos perigosos das ruas", revelou o jornal alemão "Bild".
O suspeito do ataque contra uma parada gay em Berlim foi morto no domingo durante uma operação policial.
Abdul tinha sido condenado em maio a uma pena de prisão por preparar um ato grave de violência que colocava em perigo a segurança do Estado, mas saiu em liberdade condicional.
O suspeito foi ordenado para um centro de desradicalização e estava a cumprir um processo de "limpeza". Apesar de se mostrar "amigável", os conselheiros duvidavam sobre a seriedade das conversas.
Desde 2025, o suspeito já estava classificado na lista das autoridades como uma "ameaça".
O homem que terá guiado uma carrinha contra uma multidão, provocando um morto e 29 feridos, estava escondido num complexo de hortas urbanas.
"Temos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para restringir, tanto quanto possível, a liberdade de circulação destes potenciais infratores", disse Merz.
O chanceler defendeu ainda a retirada da nacionalidade alemã a cidadãos com dupla nacionalidade considerados uma "ameaça à segurança", embora tenha esclarecido que essa medida não se aplicaria a pessoas com nacionalidade exclusivamente alemã – como é o caso do cúmplice iraniano que seguia na mesma carrinha.
Merz pretende ainda renovar os equipamentos da polícia alemã para conseguir "perceber, em qualquer momento onde se encontram os indivíduos considerados como perigosos".