Mais de 200 mil casas foram afetadas pela tempestade Kristin

Mais de 200 mil casas foram afetadas pela tempestade Kristin

  • 28/07/2026 09:32
  • Redação

A tempestade Kristin provocou estragos em mais de 200 mil casas na região Centro.

A informação foi avançada pelo coordenador da Estrutura de Missão para a Recuperação da Região Centro, Paulo Fernandes, numa conferência de imprensa esta terça-feira em Leiria, para fazer o balanço no dia em que se assinalam os seis meses da passagem da tempestade Kristin, que devastou a região.

Paulo Fernandes afirma que estes seis meses são o "culminar de uma primeira fase muito exigente" e o passar a uma segunda fase na resposta à crise.

O antigo autarca do Fundão revela que até agora, já foram mobilizados 4 386 milhões de euros para a resposta. Sendo que, até agora, a estimativa dos danos fixa-se nos 5 300 milhões de euros.

Quanto às habitações afetadas, Paulo Fernandes revela que mais de 200 mil foram afetadas e abriram processos, para receber apoios do Estado ou das seguradoras.

Em números, representa mais de 770 milhões de euros em estragos. Foram mais de 36 mil candidaturas de habitação recebidas pela estrutura de missão. Paulo Fernandes revela que "estamos na parte final" desse processo.

Mais de 620 milhões de euros já foram pagos às pessoas que tiveram danos nas habitações.

O valor médio pago de apoio a cada habitação é maior quando provém do Estado. No caso do apoio público o valor médio do aoio é de 4 284 euros, já no caso das seguradoras, o valor médio situa-se nos 3 695 euros.

O impacto da tempestade Kristin nas habitações foi 25% maior do que o inicialmente previsto. No entanto, Paulo Fernandes não acredita que isso venha a acontecer também no impacto global. Ou seja, o impacto global da tempestade deve manter-se nos 5 300 milhões de euros.

Em resposta aos jornalistas, Paulo Fernandes revela que o principal problema registado na resposta prende-se com a falta de mão de obra, e não tanto com falta de financiamento.

O coordenador da Estrutura de Missão diz que falta "mão de obra especializada", desde "pedreiros" a eletricistas ou canalizadores, e que o facto de serem muitas "obras pequenas" em várias casas, dificulta o processo de apoio.

Paulo Fernandes revela ainda que é "impossível" que todos os apoios estejam implementados no final do próximo ano - altura em que a estrutura de missão supostamente vai ser extinta.

O coordenador desta missão garante que tudo fará para ter praticamente tudo "encarrilado" no final de 2027, mas assume que não é possível "fazer milagres".

No final da conferência de imprensa, que durou quase duas horas, Paulo Fernandes foi questionado sobre o número de empresas que fecharam porque não aguentaram com o impacto dos estragos e assumiu que não tem esses dados.

Ainda assim, o coordenador da estrutura de missão revelou que os números de desemprego na região, em comparação com dezembro de 2025 (antes da passagem do comboio de tempestades) está estabilizado. Por outras palavras, o número de pessoas em situação de desemprego não aumentou.

  • Fonte: Rádio Renascença
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