PJ recupera e devolve meio milhão de euros a vítima de burla informática
- 28/07/2026 17:01
- Redação
Durante a operação "CRYPTOCLAIM", os elementos da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) apuraram que "o acesso ilegítimo teve origem na interação da vítima com um 'link' malicioso divulgado através de uma rede social, associado à disponibilização de um alegado jogo de computador".
Sem referir se já há detenção de suspeitos, a Polícia Judiciária (PJ) explica que "após o 'download' do ficheiro foi instalado um 'software'" que permitiu a terceiros o acesso não autorizado ao sistema informático da vítima e às suas credenciais de acesso de diversas carteiras de criptomoedas.
"Na sequência dessa intrusão, foram efetuadas múltiplas transferências não autorizadas de ativos digitais, com o objetivo de dificultar o respetivo rastreamento", acrescenta a PJ.
Através de diligências de investigação conduzidas pela UNC3T, foi possível rastrear as transações realizadas e, assim, "reconstruir o percurso dos fundos ilicitamente subtraídos".
A Judiciária acrescenta que esta investigação contou com a cooperação da plataforma BINANCE (a maior corretora de criptomoedas do mundo em volume de negociação), com a qual foram desenvolvidos trabalhos concertados ao longo de vários meses.
"Como resultado da ação desenvolvida, foi possível localizar, apreender e proceder à restituição integral dos valores à vítima no valor aproximado de meio milhão de euros", frisa uma nota divulgada pela PJ.
No documento, a PJ "reitera a importância da adoção de comportamentos preventivos no meio digital, designadamente a verificação da origem de "links" e ficheiros antes do respetivo "download", bem como a utilização de mecanismos de segurança adequados, de forma a mitigar o risco de situações semelhantes".