Quase 200 pessoas detidas em França por crimes de incêndio desde o início do verão

Quase 200 pessoas detidas em França por crimes de incêndio desde o início do verão

  • 28/07/2026 19:11
  • Redação

"Desde o início do verão, as forças de segurança detiveram 184 pessoas", afirmou o ministro numa mensagem na rede social X (antigo Twitter).

Laurent Nuñez assegurou que as autoridades estão "totalmente decididas a encontrar todos e cada um dos piromaníacos" e avisou que "não haverá qualquer indulgência com quem coloca em perigo vidas humanas", expõe os bombeiros a riscos e destrói património.

Estes são comportamentos "incompreensíveis e inaceitáveis", sublinhou, especialmente quando a França vive um recorde histórico de incêndios, com 116 mil hectares queimados até à data, muito acima dos números do pior ano até agora (2022), quando arderam ao longo de toda a época cerca de 70 mil hectares.

Nuñez publicou esta mensagem num momento que coincide com o de uma detenção efetuada no departamento de Var (sudeste), onde ainda se luta contra um fogo, ainda não controlado, que nos últimos dias percorreu 4.500 hectares e destruiu cerca de trinta casas.

Ali, a Gendarmaria intercetou um indivíduo de 23 anos por suspeita de responsabilidade em vários incêndios detetados entre 19 e 24 de julho em Brignoles, Cabasse e Vins-sur-Caramy.

O homem foi identificado graças a imagens de vigilância e foi colocado sob prisão preventiva no dia 25, antes de ser apresentado a um juiz de instrução a 27 de julho, segundo anunciou a Gendarmaria num comunicado.

O homem foi acusado de um crime de destruição por incêndio de florestas, pinhais, urzal, mato ou plantações pertencentes a terceiros com danos irreversíveis para o ambiente, um delito punível com até 15 anos de prisão e multa de até 150 mil euros.

Depois da acusação, o alegado incendiário foi enviado para prisão preventiva no estabelecimento prisional de Draguignan e será submetido a exames psiquiátricos.

Quanto à evolução dos fogos ativos, todos os olhares continuam voltados para o departamento da Gironda, com capital em Bordéus (sudoeste), num dia marcado pelo início da quarta vaga de calor deste verão em França, com temperaturas máximas de até 40 graus esta quarta-feira justamente naquela zona.

As equipas de combate a incêndios conseguiram estabilizar o fogo de forma que a superfície queimada mantém-se em 42 mil hectares, embora isso não signifique que não continue a avançar, segundo explicou numa conferência de imprensa a presidente da câmara (delegada do Governo) da Gironda, Sophie Brocas, já que durante o dia foi necessário combater 14 reacendimentos em zonas já percorridas pelo fogo.

Também se mantém por agora a maior parte dos 220 mil desalojados preventivamente na área do incêndio, que teve origem na quarta-feira passada na zona da turística baía de Arcachon, mas Brocas anunciou que, após uma "análise de riscos", vai propor às autoridades que os de três localidades possam voltar às suas casas se quiserem.

Os que poderão voltar são os dos municípios de Haillan, Mérignac e Eysines, os três situados nos arredores de Bordéus, que não foram atingidos pelo fogo.

  • Fonte: Rádio Renascença
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