"María, ansiamos por ti": Centenas de venezuelanos exigem eleições e regresso de Corina Machado

"María, ansiamos por ti": Centenas de venezuelanos exigem eleições e regresso de Corina Machado

  • 28/07/2026 19:29
  • Redação

Esta foi a primeira mobilização do género convocada pelo partido da dirigente, Vente Venezuela (VV), em Caracas este ano.

Os apoiantes da oposição deslocaram-se de várias localidades do município Libertador de Caracas e do estado vizinho de Miranda para participar no protesto, convocado pelo VV, por ocasião do segundo aniversário das últimas presidenciais no país, que, segundo a oposição, foram vencidas pelo seu candidato, Edmundo González Urrutia.

"María Corina, vem, o teu povo está presente" e "Marquem a data, nós colocamos os votos", eram dois dos 'slogans' que os manifestantes gritavam.

Este pedido para a realização de eleições coincide com o apelo de várias ONG e setores sindicais sobre o termo do período constitucional do Governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, depois de em janeiro o ex-presidente Nicolás Maduro ter sido capturado pelos Estados Unidos da América (EUA) numa operação militar em Caracas.

"María, tens que vir, o povo está à tua espera, o povo quer que estejas aqui", afirmou.

Yamery Díaz também quer uma "Venezuela livre" e sem "autoridades impostas". "Estamos à tua espera, ansiamos por ti, és a nossa líder da paz e, como líder da paz, sei que vais procurar a reconstrução completa do país, a unificação", afirmou à EFE.

A "maré azul", como chamaram à marcha dos opositores, muitos deles com roupa da cor do Vente Venezuela, gritavam desde o palco: "Continuaremos a lutar pela liberdade da Venezuela".

Os manifestantes também cantaram o hino nacional e observaram um minuto de silêncio pelas vítimas dos sismos.

O partido, além disso, garante estar a realizar assembleias de rua nos 335 municípios do país como forma de organização face à reivindicação eleitoral.

A 28 de julho de 2024, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), dominado pelo chavismo, proclamou Maduro como vencedor das presidenciais, hoje detido nos EUA.

A coligação Plataforma Unitária Democrática (PUD), que apoiava González Urrutia, denunciou fraude e publicou num site as atas que afirma ter recolhido para provar a vitória da oposição.

As denúncias de fraude provocaram uma onda de detenções, levando centenas de dirigentes à clandestinidade ou ao exílio, como González Urrutia, que se encontra em Espanha.

Maria Corina Machado, por sua vez, esteve meses na clandestinidade, até dezembro, quando partiu rumo à Noruega para receber o Nobel da Paz, e desde então tem visitado vários países.

Após os terremotos, a líder da oposição disse que regressaria ao país, mas, posteriormente, denunciou que o Governo de Delcy Rodríguez lhe fechou o espaço aéreo para impedir o seu regresso. Num comunicado publicado no domingo passado, Machado reiterou que vai regressar.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: