Ministra do Trabalho quer rever "em alta" a subida do salário mínimo

Ministra do Trabalho quer rever "em alta" a subida do salário mínimo

  • 29/07/2026 04:31
  • Redação

O Governo quer fazer uma "modificação em alta" na subida do salário mínimo nacional prevista para o próximo ano.

A intenção foi manifestada esta quarta-feira pela ministra do Trabalho e da Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho.

"Terá de ser em negociação na concertação social para podermos, eventualmente, chegar a uma modificação desse acordo. Desejavelmente, para o Governo, deveria ser uma modificação em alta", afirmou aos jornalistas no final de um painel para debater a conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal, na Fundação Champalimaud.

Quando diz "em alta", a ministra está a referir-se a um aumento maior do que o que já está acordado: 970 euros em 2027. No caso de não ser possível chegar a um consenso sobre o valor, esse será o aumento para o próximo ano.

A ministra Palma Ramalho foi ainda questionada sobre a reforma laboral e voltou a afirmar que as mudanças na legislação do trabalho são "inevitáveis" e ainda podem voltar ao Parlamento nesta legislatura.

"É inevitável. Venha a ser proposta por este Governo ou não, nesta legislatura ou numa próxima, seja exatamente desta forma, seja de outras formas", afirmou a ministra.

Por "outras formas", Palma Ramalho lembra que o Governo já está a discutir algumas medidas que estavam incluídas no pacote laboral noutros termos.

No Parlamento está a ser debatida uma proposta de cidadãos para alargar as licenças parentais, e que estão a ter contributos dos vários partidos.

Na sessão de abertura, a diretora do departamento da proteção social da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Shara Razavi elogiou a postura de Portugal ao longo dos anos na colaboração dos úlltimos anos com a OIT.

No mesmo painel, Luís Loureiro, chefe de Missão Adjunto da Representação da Comissão Europeia em Portugal destacou que "dá que pensar" o facto de poucos homens estarem envolvidos em temas sobre a desigualdade no trabalho.

Nesta sessão, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho sublinhou que Portugal tem uma "legislação muito robusta" na área laboral e nos direitos parentais. Só que avisa: "Uma coisa é o que está no papel, outra coisa é o que acontece na prática".

A ministra do Trabalho defende que não se deve agravar as desigualdades salariais quando se fala de direitos parentais, argumentando que se não houver distribuição de tarefas, o problema agrava-se. "A divisão das responsabilidades parentais é condição para a igualdade".

  • Fonte: Rádio Renascença
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