MP abre investigação a alegado assalto ao gabinete de André Ventura
- 30/07/2026 12:26
- Redação
O Ministério Público (MP) abriu um inquérito ao alegado assalto ao gabinete de André Ventura, líder do Chega, na Assembleia da República.
Nesta investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária (PJ).
Mais tarde, André Ventura indicou que desapareceram no seu gabinete documentos relacionados com o primeiro-ministro e com a comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves como diretor da PJ que o partido propôs criar.
Ventura pediu que os documentos sejam recuperados “porque é material importante e também material político”.
O presidente do Chega disse também que não tem cópias das informações que terão desaparecido e indicou que vai ter de “pedir a quem as passou e a quem as transmitiu, que se puder faça chegar”.
O deputado disse que o Chega vai reforçar as medidas de segurança em todos os gabinetes atribuídos ao partido no Parlamento e disse ter falado com o presidente da Assembleia da República e “ficou claro que vai ter que ser definida uma nova e mais apertada estratégia de segurança”.
André Ventura afirmou que outros deputados transmitiram que “já várias coisas foram roubadas, e algumas delas sensíveis”, como o ex-deputado do PSD Duarte Pacheco, e considerou que isso “deve levar a PJ a diligenciar no sentido de garantir que isto não volta a acontecer”.
O presidente do Chega voltou a dizer que tinha o gabinete aberto “para uma circulação fácil” e também porque “essa era a boa tradição do Parlamento”.
“Se o Parlamento passar a ter que ser tratado como uma dependência bancária em que tudo tem que estar fechado a sete chaves, tem que haver câmaras de vigilância por todo o lado, é porque, sinceramente, a seriedade não é muita”, defendeu.