"Foi uma autoridade à frente". Empreiteiro admite que transportou atrelado sem documentação

"Foi uma autoridade à frente". Empreiteiro admite que transportou atrelado sem documentação

  • 30/07/2026 18:10
  • Redação

O empreiteiro João Carvalho quebrou o silêncio para dizer que se ofereceu para transportar e guardar um atrelado e os produtos químicos apreendidos pela Polícia Judiciária (PJ).

Em declarações à CNN Portugal, o dono da empresa da Construbarcelos e amigo do ministro da Administração Interna e antigo diretor nacional da PJ, Luís Neves, não viu qualquer papel a autorizar a deslocação, da margem sul para Barcelos, da carga apreendida numa operação anti-droga.

Num excerto das declarações emitido esta quinta-feira à noite, João Carvalho começa por dizer que “nem sei se aquilo era preto, branco ou vermelho”, numa referência aos produtos químicos que guardou nas instalações da Construbarcelos.

Depois conta que se ofereceu para receber o atrelado e os químicos após uma conversa com o diretor financeiro da PJ, como avançou na quarta-feira o ministro Luís Neves, em conferência de imprensa.

“Fui eu que me ofereci. Foi em Évora na obra que estava a fazer para a PJ, estava com o diretor tesoureiro da PJ. Vi-o um bocado preocupado e disse: tenho lá um espaço grande”, relata.

Nestas declarações sobre o polémico caso do atrelado que fez tremer o ministro da Administração Interna, João Carvalho afirma não ter achado estranho a ausência de uma autorização de transportes da galera e dos químicos.

“Nada de estranho. Porquê? Foi uma autoridade à frente. Se foi uma autoridade à frente, é um documento. É ou não é? Uma autoridade escusa de escrever, basta respeitar.”

Novamente questionado sobre a ausência de uma guia, o empreiteiro respondeu: “Que eu me lembre, não”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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