Portugal é o país da UE com maior percentagem de área ardida até julho
- 31/07/2026 08:25
- Redação
Os incêndios florestais já consumiram mais de 50 mil hectares em Portugal desde o início do ano, fazendo do país o Estado-membro da União Europeia com maior percentagem de área ardida, à frente de Espanha e França, que também têm tido a sua quota parte de incêndios em 2026.
Comparando com anos anteriores, a área ardida só fica atrás de dois anos na última década: em 2022, até ao final de julho, arderam mais de 61 mil hectares de território; e em 2017, o pior ano, arderam 146 mil hectares nos primeiros sete meses do ano.
Para a soma da área ardida contribuíram, em grande parte, dois incêndios: o fogo de Vouzela, no início de julho, queimou quase 13 mil hectares; e o incêndio em Valpaços que permanece ativo desde terça-feira queimou mais de 11 mil hectares até ao momento.
O número de incêndios registados até esta sexta-feira foi de 5.711, um aumento em relação ao ano passado neste mesmo período (4.758).
É preciso recuar até 2022 para encontrar um número maior de fogos florestais nos primeiros sete meses do ano.
Da área ardida, segundo o SGIF, mais de 40% é floresta e outros 40% são mato, enquanto 13% era território agrícola.
Olhando para fora de Portugal, a área ardida até julho só fica atrás do território consumido por incêndios em três países da União Europeia: Espanha, França e Itália.
Ainda assim, comparando a dimensão de cada um dos países, Portugal é o país com maior percentagem de território consumido pelas chamas.
Espanha, que tem quatro vezes mais área ardida que Portugal, não tem uma percentagem tão alta da área ardida: os 221 mil hectares traduzem-se em 0,44% de todo o território espanhol.