"Não estão reunidas condições". Árbitros boicotam arranque de formação obrigatória após áudios de Proença
- 31/07/2026 11:22
- Redação
"Os árbitros do futebol profissional informam que decidiram não iniciar a primeira ação de reciclagem e avaliação de arbitragem, por entenderem que, face aos acontecimentos que têm envolvido a arbitragem nacional, não estão reunidas as condições necessárias para o arranque dos trabalhos", informou o grupo de juízes das competições profissionais, numa nota à qual a agência Lusa teve acesso.
A ação de reciclagem e avaliação da arbitragem começa esta sexta-feira e prolonga-se até domingo, em Tomar, sendo um encontro de formação obrigatória promovido pelo Conselho de Arbitragem (CA) da FPF para testar e atualizar as capacidades físicas, teóricas e técnicas dos agentes do setor.
O evento decorre a uma semana do arranque da I e II Ligas e intercala o primeiro jogo oficial nas provas internas em 2026/27, já que o campeão nacional FC Porto e o Torreense, do segundo escalão e detentor da Taça de Portugal, disputam no sábado a 48ª edição da Supertaça Cândido de Oliveira, em Coimbra, sob arbitragem de André Narciso, da associação de Setúbal.
Revelados pelo jornal "Record", os excertos também circularam nas redes sociais e remontam a 2024, quando Pedro Proença comandava a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e preparava a candidatura à presidência da FPF, cujas eleições venceria em fevereiro de 2025.
O líder da FPF confirmou ter abordado nessas sessões "diversas matérias relevantes" para o futuro do setor, incluindo a arbitragem e a disciplina, além da equipa que o acompanharia no organismo, caso fosse eleito, e equacionou "acionar todos os meios legais à disposição contra quem contribuiu para a obtenção e posterior divulgação pública" dos áudios.