Em Portugal, o último a marcar a Baresi foi Edmilson. "Parecia que jogava de fato"

Em Portugal, o último a marcar a Baresi foi Edmilson. "Parecia que jogava de fato"

  • 31/07/2026 12:30
  • Redação

Mais de 700 jogos com a única camisola que conheceu. Um exemplo, cada vez mais raro, de amor a um único símbolo. "Il Piscinin" — o "pequenino" —, aos 22 anos já envergava a braçadeira de capitão do Milan. Franco Baresi é, também, dos maiores exemplos de longevidade no futebol. Pendurou as chuteiras aos 37 anos, ainda no topo das capacidades para muitos adeptos "rossoneri".

Na última época da carreira, em 1996/97, Baresi jogou nas Antas, com o FC Porto, naquele que foi o penúltimo jogo na Liga dos Campeões. O último golo de uma equipa portuguesa que o antigo central viu entrar na própria baliza foi marcado por Edmilson, naquela noite de 20 de novembro de 1996, de que se lembra "perfeitamente".

"O Davids marcou o primeiro. E estávamos a jogar bem. Criámos espaço, oportunidades. E houve um canto, uma jogada de insistência. O Jardel não conseguiu cabecear ao primeiro poste, a bola veio parar ao segundo poste, diretamente para mim. Dominei mal a bola, mas ficou ali, consegui rematar e fazer o golo do empate. É um golo que a gente não esquece. Ainda para mais, a jogar contra grandes estrelas como o Baresi, o Maldini, Costacurta, Weah, Baggio, Davids, entre outros", recorda a Bola Branca.

O antigo avançado brasileiro foi, em parte, responsável pela eliminação do AC Milan, na fase de grupos, mas não esquece as qualidades do patrão da defesa milanista.

"Era um grande jogador, um jogador clássico, sabia jogar. Clássico, muito clássico. Parecia que jogava de fato. É uma perda enorme para o futebol mundial", lamenta.

E para um avançado, alguém que, inevitavelmente, se cruzava com Baresi no relvado, era difícil defrontá-lo.

"São outros tempos", como sublinha o ex-dragão, mas assinala que "hoje não há muita gente que jogue assim", como Baresi.

Baresi morreu esta sexta-feira, com 66 anos. "O Pequenino", como carinhosamente o tratavam os "tifosi" do Milan, foi campeão do Mundo em 1982 e fez parte de uma geração demolidora do clube vermelho de Milão, onde conquistou seis campeonatos italianos, quatro Supertaças de Itália, três Supertaças europeias, duas Taças Intercontinentais e, claro, três Ligas dos Campeões.

  • Fonte: Rádio Renascença
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