Seguro rejeita suspensão do espaço Schengen e lamenta tragédia em Ceuta
- 31/07/2026 16:45
- Redação
O Presidente da República, António José Seguro, rejeita a suspensão das regras do espaço Schengen na sequência da crise migratória em Ceuta, alertando para as consequências que a medida provocaria.
A suspensão do acordo Schengen, isso traria consequências para a economia, para a vida das pessoas, sobretudo numa altura em que muitos dos nossos emigrantes veem para Portugal, numa altura em que existem muitas trocas comerciais entre Portugal e Espanha que teriam consequências obviamente negativas, disse.
O Presidente da República, que falava aos jornalistas à margem de uma receção na Câmara de Marvão, distrito de Portalegre, acrescentou ainda que a informação que possui por parte do Governo nesta altura não aponta para uma medida dessa natureza.
"Não me parece que estejamos ao nível dessa exigência, portanto, a situação está controlada é a informação que o Governo me deu", acrescentou.
António José Seguro aproveitou ainda a ocasião para "lamentar a tragédia que ocorreu hoje em Ceuta, com a morte de mais de uma centena de seres humanos, considerando tratar-se de uma tragédia, uma desgraça.
Desde de manhã que estive em contacto com o Governo português e com o Governo e as autoridades espanholas, no sentido de haver uma articulação, porque "tem de haver, com clareza e mão forte no combate à migração ilegal", alertou.
"Nós precisamos de regular a imigração, combater a migração ilegal e combater os grupos criminosos que fazem com que essas pessoas tenham, digamos, o sonho, de poder ter uma vida melhor, mas devem fazê-lo pelas vias legais e pelas regras", acrescentou.
Para o chefe de Estado, este é um momento que deve ser de união na Europa para que se possa defender com segurança as fronteiras.
"A segurança das nossas fronteiras não é incompatível, nunca será incompatível com o respeito pela dignidade humana", defendeu.