Sismo faz estragos na região de Nápoles

Sismo faz estragos na região de Nápoles

  • 31/07/2026 16:26
  • Redação

Um sismo de 4.7 na escala de Richter atingiu esta sexta-feira a zona de Campi Flegrei, perto da cidade de Nápoles, no sul de Itália.

O tremor de terra provocou danos em alguns edifícios, falhas no fornecimento de eletricidade e perturbações na circulação de comboios e do metropolitano, informaram as autoridades.

O abalo, registado às 19h46 locais (18h46 em Lisboa), teve o epicentro na zona dos Campi Flegrei, a oeste de Nápoles.

Ocorreu a uma profundidade de cerca de três quilómetros, segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Itália.

Os bombeiros italianos indicaram que foram reportados danos ligeiros em edifícios de Nápoles e arredores. As equipas não receberam pedidos imediatos de assistência ou de resgate de residentes.

Os serviços ferroviários e de metro da região foram suspensos por precaução, informaram as autoridades locais.

A comunicação social italiana refere que este foi um dos sismos mais fortes alguma vez registados na região, levando muitas pessoas a sair para a rua em alguns bairros quando sentiram os abalos.

Campi Flegrei, uma caldeira vulcânica densamente povoada que abrange grande parte da zona ocidental de Nápoles, tem registado uma atividade sísmica cada vez mais frequente nos últimos anos, levando o Governo italiano a reforçar a monitorização da área.

Embora os sismos de fraca intensidade sejam comuns na região, os abalos mais fortes aumentaram os receios de uma repetição da crise sísmica que afetou Campi Flegrei no início da década de 1980, provocando graves perturbações e obrigando milhares de pessoas a abandonar as suas casas.

Os sismos são relativamente frequentes em Itália. Em 2016, uma série de fortes sismos atingiu o centro de Itália, devastando zonas das regiões do Lácio, Úmbria e Marcas e causando cerca de 300 mortos.

O sismo mais mortífero das últimas décadas foi o de magnitude 6,9 que atingiu a região de Irpínia, no sul de Itália, em novembro de 1980, provocando cerca de 2.700 mortos e devastando centenas de localidades.

  • Fonte: Rádio Renascença
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