Farioli está preocupado com árbitros e relvado da Supertaça, mas avisa: "Não há alibis"

Farioli está preocupado com árbitros e relvado da Supertaça, mas avisa: "Não há alibis"

  • 31/07/2026 15:18
  • Redação

Francesco Farioli lamenta que a Supertaça se vá jogar num relvado "que não é ideal", e que a um dia do jogo ainda não se saiba se vai haver equipa de arbitragem. Contudo, garante que não pode haver desculpas para o FC Porto não arrancar a temporada a conquistar um troféu.

"É bastante triste disputar jogos tão importantes num relvado com estas condições. (...) Infelizmente, chegamos a este jogo com várias incertezas: a situação com os árbitros, o relvado que não é ideal, mas tudo isso tem de ficar de lado. (...) O relvado vai ser mau para nós e para eles [Torreense]. Foco total, não há aqui álibis. Temos de estar ainda mais atentos para fazer um grande jogo e conquistar o que queremos", salienta o treinador do FC Porto, esta sexta-feira, em conferência de imprensa de antevisão.

Farioli também fala do mercado, e da dificuldade de encontrar reforços a preços acessíveis, e volta a fazer votos de que Diogo Costa fique no Dragão.

Trabalhámos bem durante a pré-época. Desde que eles ganharam a Taça, tornou-se o nosso alvo. Tínhamos uma contagem decrescente para chegar a este dia na melhor forma possível. Os jogadores voltaram em excelente forma. Mental e fisicamente, estamos onde temos de estar. Agora, queremos transferir todo o trabalho que fizemos para uma grande exibição, para fazermos tudo o que estiver no nosso poder para vencer este troféu.

Acredito que no futebol moderno as surpresas deixam de ser surpresa ao fim de 45 minutos. Na realidade, a forma como jogámos e como queremos ser foi muito clara no passado e será clara no futuro. Isso não significa que não temos áreas para melhorar. Há coisas que tens de repetir para melhorar, há outras que tens de admitir mudar. Não mudar por mudar, mas porque as exigências serão diferentes e as competições, internamente e na Liga dos Campeões, te forçarão a fazer coisas diferentes. Agora estamos novamente num momento em que temos de perceber quem somos e quem queremos ser. Há princípios que para nós são inegociáveis: queremos ser uma equipa muito intensa, que coloca um certo nível de pressão contra qualquer tipo de adversário, que com bola sabe o que tem de fazer e, depois, há a análise semanal para tentar encontrar as soluções para defrontar qualquer tipo de adversário.

Fizeram uma época fantástica. A final foi um feito impressionante, mas também a campanha deles até lá. Temos muito respeito por eles, mas também estamos muito focados em nós e no que queremos fazer, e na abordagem que queremos ter no jogo de amanhã [sábado].

O que está no nosso controlo é preparar bem o jogo e fazer bem as coisas. Amanhã de manhã, veremos as notícias, porque lemos as notícias da mesma forma que vocês.

É bastante triste disputar jogos tão importantes num relvado com estas condições. Estávamos a brincar antes que descobrimos um novo tipo de campo de fibra, com e sem relva. Mas é o que é. Infelizmente, chegamos a este jogo com várias incertezas: a situação com os árbitros, o relvado que não é ideal, mas tudo isso tem de ficar de lado. Temos de nos preparar muito bem, o relvado vai ser mau para nós e para eles. Foco total, não há aqui álibis. Temos de estar ainda mais atentos para fazer um grande jogo e conquistar o que queremos.

Já me expressei de forma bastante clara. Do meu lado, adoraria trabalhar com o Diogo para sempre, pelo jogador que ele é, pelo capitão que ele é e pela pessoa que ele é na sua vida, dentro e fora de campo. Nisso, tenho zero dúvidas, mas não sou o único que sente isso. Na vida, onde quer que ele esteja, o Porto é e será sempre a sua casa. Toda a gente o quer ter na baliza e na cidade.

As minhas condolências para a sua família, para a família do Milan e para todo o futebol italiano. Perdemos uma lenda. Perdemos muito bem o que significa perder uma pessoa muito importante. Baresi foi um dos nomes que me fizeram crescer quando comecei a ver futebol. Pelo que ele fez pelo Milan, o facto de ter jogado a vida toda no mesmo clube, o que ele fez com a seleção nacional e o que deixou como legado. Há muitas histórias famosas sobre aquela linha defensiva, o que eles fizeram. Marcaram a história do futebol pelo que alcançaram em termos de troféus, mas também pelo que deixaram: a capacidade de serem tão inovadores e revolucionários com aquele Milan.

Os dois estão em muito boa condição. Voltaram de lesões, mas treinaram ontem, treinaram hoje em pleno e estão de bom humor e em boa forma. Estão prontos para fazer parte do jogo, seja de início ou desde o banco.

A minha análise da equipa foi sempre muito lógica, no sentido do que temos, do que precisamos e do que vai ser o futuro próximo. Foi no último verão e em janeiro, em que acredito que nos movemos muito bem no mercado. Estamos absolutamente alinhados com o clube sobre o que a equipa precisa para dar um passo em frente, para manter um certo nível de competitividade no campeonato, para o facto de termos de aumentar o nosso nível, porque ao fim de uma no de trabalho sabes bem onde tens de meter a mão e do que a equipa precisa. O nível da competição vai aumentar. Pela decisão dos rivais de se mover de certa forma no mercado e pelo facto de termos agora a Liga dos Campeões, que é claramente um nível acima de competição. As palavras do presidente de há uns dias sobre as nossas prioridades e o que temos de fazer no mercado não abrem espaço a interpretação, mostra o nosso alinhamento sobre o que queremos fazer. E agora, claro, há o outro lado: o que podemos fazer. Por isso é que estamos a adiar um pouco algumas coisas, porque as possibilidades financeiras são um pouco diferentes dos números que todos os dias lemos na imprensa, em que parece que podemos gastar 20, 30 milhões aqui e ali, mas a realidade é um pouco diferente. Temos de ser criativos para encontrar as soluções certas, para termos, no fim do mercado, um plantel que pode competir outra vez com a energia certa. Mas não nos esquecemos da força da equipa que temos neste momento, da qualidade que temos no campo e no grupo, a nível de liderança e de valor. Porque se estamos onde estamos e a expectativa está tão alta, é porque estes jogadores foram capazes de elevar a fasquia. E não há ninguém no balneário e no clube que queira descer as nossas expectativas e a nossa ambição.

Claro que a maioria dos jogos que analisámos foram da temporada passada, mais os últimos jogos amigáveis. Aí, verificámos que eles mantêm a mesma estrutura e a mesma filosofia que tinham na última época, as mesmas rotinas com bola, a mesma forma de interpretar os momentos do jogo. O que está diferente é o facto de terem muitos jogadores novos, mas o que fazemos com todos os adversários é ter dois tipos de análise, uma individual e outra coletiva. Claro que nesta fase é mais difícil ter uma imagem clara do que vamos defrontar, pelos jogadores novos e pela forma como vão interpretar o sistema, mas a ideia de quem são e do que fazem está lá e, agora, temos de encontrar as soluções certas para enfrentar o jogo.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: