"Algumas centenas" de professores do 3.º ciclo poderão ter as férias interrompidas
- 03/08/2026 13:53
- Redação
Não adiar o início do ano letivo no 3.º ciclo do ensino básico vai prejudicar as férias de "algumas centenas" de professores, diz o presidente da Associação Nacional dos Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima.
Os diretores reconhecem que a carta enviada esta segunda-feira à tarde pela tutela, que dispensa da classificação das provas na fase extraordinário de setembro os professores do terceiro ciclo do ensino básico, "atenua" a situação. Mas não resolve.
Filinto Lima defende que "os professores que classificaram as provas da primeira fase, da segunda fase e das reapreciações poderão não ter tempo suficiente para gozar as férias a que têm direito". Ou seja, podem tirar as férias em setembro, mas estes dias podem não chegar para "algumas centenas" de docentes, acrescenta.
"O ideal, para que esta situação ficasse de vez resolvida, seria que também o terceiro ciclo começasse a funcionar a partir do dia 21", explica, como vai acontecer no ensino secundário.
Apesar disso, Filinto Lima acredita que a manutenção do calendário escolar para o 3.º ciclo não deverá comprometer o início do ano letivo, mas "exige um esforço dos professores e das escolas, para que isso não aconteça".
Em carta enviada aos diretores de escolas e à comunicação social, o Ministério da Educação anunciou esta segunda feira que não há alterações, os alunos do 3.º ciclo (do 7.º ao 9.º anos), regressam às aulas entre 11 e 15 de setembro. No entanto, estes professores estão dispensados de classificar exames nacionais na época especial de setembro.
Já as aulas do secundário foram adiadas, devido aos problemas de classificação dos exames nacionais. O ano letivo arranca uma semana mais tarde, a 21 de setembro.