Dezassete mortos nas praias em três meses da época balnear
- 03/08/2026 16:17
- Redação
A Autoridade Marítima Nacional (AMN) registou, entre 1 de maio e 31 de julho, 868 salvamentos, 1.606 ações de primeiros-socorros e 17 vítimas mortais nas praias portuguesas, segundo um comunicado divulgado esta segunda-feira.
Segundo a AMN, das 17 vítimas mortais, 12 morreram por afogamento e cinco por doença súbita.
Na distribuição por causa provável de morte, três acidentes por afogamento ocorreram em praias marítimas vigiadas, cinco em praias marítimas não vigiadas, dois em praias marítimas fora da época balnear, não vigiadas à data do acidente, e dois em outras zonas marítimas não vigiadas.
Dos cinco acidentes mortais por doença súbita, três registaram-se em outras zonas marítimas não vigiadas e dois em praias marítimas fora da época balnear, não vigiadas à data do acidente, avançou a AMN.
Na repartição por tipo de praia, três mortes ocorreram em praias marítimas vigiadas, oito em praias marítimas não vigiadas, quatro em praias marítimas fora da época balnear e duas em outras zonas marítimas não vigiadas.
As mortes em praias marítimas vigiadas registaram-se nas praias do Peneco e de São Rafael (Portimão) e do Ourigo (Douro), todas por afogamento.
Segundo a AMN, os acidentes mortais em praias marítimas não vigiadas ocorreram na Lagoa de Albufeira Interior (Setúbal), um por doença súbita e outro por afogamento, nas Azenhas do Guadiana (Mértola), dois em praia fluvial ou lacustre, na Ilha Morraceira de Lanhelas (Caminha), na Praia de Porto Dinheiro (Peniche) e nas praias do Cabeço (Vila Real de Santo António) e de São Torpes Sul (Sines), estas últimas por doença súbita.
Fora da época balnear, em praias marítimas não vigiadas à data do acidente, registaram-se mortes nas praias do Molhe Leste (Peniche) e do Ourigo, por doença súbita, e nas praias do Dragão Vermelho (Almada) e de Bitetos (Douro), por afogamento.
A AMN recomenda a frequência de praias permanentemente vigiadas, a vigilância permanente das crianças e o respeito pela sinalização das bandeiras, das praias e pelas indicações dos nadadores-salvadores, dos agentes da autoridade e dos elementos que reforçam a vigilância nas praias.
Os banhistas devem também não se expor desnecessariamente ao risco, respeitar os períodos de digestão e não entrar em águas frias de forma repentina, para evitar choques térmicos abruptos, evitar as horas de maior exposição solar (11h00 às 17h00) e, em caso de emergência, não entrar na água, chamar o nadador-salvador ou ligar para o 112.
De acordo com a portaria que identifica as águas balneares costeiras, de transição e interiores para 2026, a Agência Portuguesa do Ambiente identificou 671 águas balneares em Portugal, das quais 523 no continente, 88 na Região Autónoma dos Açores e 60 na Região Autónoma da Madeira.