Encontrou um fardo de cocaína no litoral alentejano? É de uma lancha em fuga
- 03/08/2026 18:10
- Redação
A Polícia Marítima revela que está identificada a origem das 2,1 toneladas de cocaína que nos últimos dias deram à costa em vários locais do litoral alentejano, a sul de Troia, na sequência de uma perseguição policial no mar no dia 24 de julho.
A droga foi encontrada durante uma ação de patrulhamento e vigilância no litoral, na qual foram detetados ainda recipientes de combustível e outro material associado ao tráfico internacional de droga.
“Detetámos um conjunto de fardos que se encontravam a boiar já nas proximidades da costa. Tínhamos informação que havia um conjunto elevado de fardos que tinham sido lançados ao mar pela lancha que estava a ser perseguida pela Marinha e pela Polícia Marítima. Naturalmente, num quadro expectável de três a quatro dias, tendo por base as condições meteorológicas e oceanográficas que se faziam sentir, iriam dar à costa alentejana. Foi nesse sentido que montámos um dispositivo com forte vigilância no sentido de precaver que elas chegassem à praia”, explica Paulo Agostinho.
O capitão do Porto de Setúbal também adianta que já era esperada esta apreensão, graças à partilha de informações entre várias entidades.
“Não ficámos surpreendidos, até porque nós sabíamos que elas tinham sido lançadas ao mar. Tínhamos informação fruto de uma de uma fortíssima cooperação que há com a Marinha, a Autoridade Marítima Nacional, a Polícia Marítima e a Força Aérea. Ao mesmo tempo, estas entidades também disponibilizam um conjunto de valências e de capacidades operacionais.”
O capitão Paulo Agostinho afirma que, apesar do volume de droga apreendido, não há razão para preocupações além do normal patrulhamento que é feito e garante que as autoridades estão vigilantes.
“O que posso dizer é que estamos atentos. Não considero que seja um motivo de preocupação. Convém estar alerta e como disse, as entidades, todas elas estão perfeitamente familiarizadas com este tipo de operações. Eu diria que estamos alerta para a imprevisibilidade daquilo que pode acontecer e, muitas vezes, para a originalidade com que os narcotraficantes atuam", sublinha.