Marcha-atrás. EduQA vai aceitar duas respostas como certas no exame de Física e Química
- 04/08/2026 07:29
- Redação
O EduQA recuou e vai aceitar duas respostas como sendo corretas num dos itens da prova de Física e Química de 11º ano. Em causa está uma pergunta de escolha múltipla. Apesar de a chave de classificação apenas prever uma resposta como correta, uma das restantes opções que surgem no exame também pode ser considerada certa.
O problema? Para escolher esta segunda opção é preciso conhecimento que só é ensinado depois do 11º ano.
"Analisados os pareceres da APPFQ e da SPQ, considerando o anteriormente exposto e de modo a não penalizar alunos que eventualmente tenham assumido a opção (B) como a opção correta, resulta que a chave de resposta a considerar como final passa a ser, na versão 1, as opções (B) e (D) e, na versão 2, as opções (A) e (B)", lê-se no comunicado assinado por Luís Pereira dos Santos, presidente do Conselho Diretivo do EduQA.
No comunicado, o EduQA começa por recordar que ambas as organizações de professores efetuaram a auditoria prévia das provas de Física e Química A (715), "tendo considerado a prova da 2.ª fase pedagógica e cientificamente adequada e, por maioria de razão, também adequado o item 5.2".
Ou seja, não detetaram o erro na fase de validação científica que garante o rigor dos exames nacionais.
Em seguida, usa os mesmo argumentos da semana passada: "Os referenciais curriculares que suportam a elaboração do Exame Final Nacional de Física e Química A são o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória e as Aprendizagens Essenciais de Física e Química A, para o 10º e 11º anos de escolaridade."
Assim, é esperado que os alunos resolvam a prova enquadrada nos conhecimentos adquiridos nesses anos letivos.
"Considerando o que está previsto nas Aprendizagens Essenciais e o modelo simplificado utilizado no ensino secundário (Princípio de Le Châtelier como regra qualitativa), é esperado que os alunos assinalem a opção (D) (Versão 1) como correta (opção (A) na versão 2)", argumenta o EduQA.
O problema, levantado pelas duas associações de professores, é que os alunos não devem ser prejudicado por possuírem conhecimentos além daqueles que são esperados, e que lhes permitiriam concluir que uma outra opção também é uma resposta válida.
Essa opção é, diz o EduQA, "cientificamente legitima e válida num nível mais avançado da aprendizagem da Química, não previsto no âmbito do ensino secundário, num contexto de descrição termodinâmica, que considera simultaneamente os efeitos da compressão e do reajuste do equilíbrio."
Assim, "não pode ser excluída a possibilidade de alguns alunos assinalarem como correta a opção (B)". E para não prejudicá-los, a resposta passa a ser considerada correta.