Dívida pública a aumentar? “Não nos assustemos”, diz Luís Montenegro

Dívida pública a aumentar? “Não nos assustemos”, diz Luís Montenegro

  • 04/08/2026 09:44
  • Redação

Foi num discurso sem direito a perguntas dos jornalistas que Luís Montenegro pediu para que o mundo se deixe surpreender com os resultados que Portugal, garante, ainda irá apresentar – mesmo que as últimas indicações apontem para uma subida da dívida pública portuguesa para 92,9% do PIB no segundo trimestre deste ano (sendo que no primeiro trimestre se situava nos 91%).

Assim se justifica que tenha também conseguido, sem nunca referir Ceuta ou mesmo Espanha, falar de política migratória e do que entende que não deve acontecer.

“Por estes dias em que nós assistimos, incrédulos, a fenómenos de falta de regra, de regulação no fluxo migratório. Nestes dias em que, infelizmente, alguns teimam em adotar políticas que têm muitas vezes um efeito de chamada: chamam as pessoas sem lhes proporcionar as condições para os acolher e integrar. É uma época para nós dizermos que em Portugal, francamente, estamos a fazer aquilo que tem de ser feito. Estamos a criar condições para que as pessoas tenham dignidade quando vêm para Portugal”, sublinhou.

Acerca da inauguração propriamente dita de um “pequeno centro de saúde”, como lhe chamou o primeiro-ministro, Luís Montenegro sublinhou o que entende ser a importância deste modelo (o tipo C) de gestão de unidades do Serviço Nacional de Saúde por privados ou entidades do setor social. Neste caso, trata-se de um local com cinco mil utentes.

“O que me interessa é que se há aqui cidadãos que precisam de uma resposta e se eu não consigo sozinho dar-lhes esta resposta e está aqui alguém que me pode ajudar e que já tem a sua capacidade, eu vou lá buscá-la. É empresa? Parabéns. É instituição social? Parabéns a dobrar”, afirmou, garantindo, ainda assim, que “se nos convencermos que este modelo funciona pior acabamos com ele”.

Para breve fica também prometida a inserção de três outras Unidades de Saúde Familiar - Modelo C nas localidades de Óbidos, Bombarral e Caldas da Rainha (todas na região Oeste).

Por fim, e sem nada o prever, o líder do Governo português aproveitou para deixar um ressalva sobre a sua situação com empresas privadas de saúde.

“Se calhar, às vezes carrego tanto nesta coisa da parceria entre todos os intervenientes de todos os setores, às vezes digo ‘temos de aproveitar a capacidade instalada nas instituições e nas empresas para servir o Serviço Nacional de Saúde’, que, se calhar posso estar a dar uma ideia errada às pessoas. Para que não haja dúvidas: eu nunca tive nenhum contacto com nenhuma empresa de saúde privada. Tive muitos com instituições sociais, ao longo da vida, podia ter tido também, não é crime nenhum, mas nunca trabalhei com nenhuma, nunca tive contactos, nem conheço verdadeiramente o detalhe desse negócio”, esclareceu sem nunca, nesta apresentação ter sido confrontado com tal questão.

  • Fonte: Rádio Renascença
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