Lucros dos maiores bancos recuam 70 milhões até junho, para mais de 2.500 milhões
- 04/08/2026 13:37
- Redação
Novo Banco, BPI e Santander são responsáveis pelos milhões perdidos pela banca, nos primeiros seis meses deste ano. Os três registaram menos lucros face ao período homólogo, uma descida entre 5% e 16%. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) manteve os resultados praticamente inalterados, com uma subida de 2%, enquanto o BCP subiu o lucro em 13%.
Contas feitas, os cinco maiores bancos a operar em Portugal somaram 2.537 milhões de euros em lucros nos primeiros seis meses de 2026, o que compara com os 2.608 milhões apresentados em igual período do ano passado.
O Novo Banco foi o último a apresentar os resultados semestrais, que apontam para uma quebra de quase 16% face a igual período do ano anterior, para 367 milhões. Esta descida é justificada com o pagamento de mais impostos, a subida dos custos operativos e os custos extraordinários com a venda do Novo Banco aos franceses do BPCE.
A segunda maior queda é do BPI, com uma perda homóloga de 13% no primeiro semestre, para 239 milhões de euros. Apesar da receita com comissões ter crescido 8%, a pressão sobre os juros ditou a quebra dos resultados.
O Santander caiu quase 5%. O banco liderado por Isabel Guerreiro registou uma subida do crédito de mais de 9%, mas foi penalizado por despesas não recorrentes – ajustamentos organizacionais e pré-reformas. Fechou o semestre com um lucro de 453 milhões de euros, menos 4,9% em comparação com o período homólogo.
Já a Caixa Geral de Depósitos, que continua a destacar-se com o melhor resultado, manteve o lucro quase inalterado. Regista um crescimento semestral de 2,2%, para um lucro de 913 milhões, entre janeiro e junho deste ano. Além da subida do crédito, as receitas com comissões aumentaram 6%, mas a descida das taxas de juro penalizou a operação.
Apesar de ter quase metade dos lucros do banco estatal, o BCP é o único banco privado, deste grupo dos cinco maiores, que conseguiu melhores os resultados. O banco liderado por Miguel Maya subiu o lucro semestral em quase 13%, para 565 milhões de euros. Um salto explicado em grande medida pelo aumento da margem financeira, a diferença entre os juros cobrados no crédito e os juros pagos pelos depósitos.
No primeiro semestre de 2026, os cinco maiores bancos mantiveram o malparado em níveis baixos.