Tekever destaca "velocidade de evolução" após apreensão de drone pela Rússia
- 04/08/2026 13:29
- Redação
Um dia depois de o Exército russo ter anunciado a captura de um dos drones utilizados pela Ucrânia, um equipamento da portuguesa Tekever que está agora a ser analisado e estudado, a empresa defende que a tecnologia que desenvolve se distingue pela “velocidade de evolução”.
O "unicórnio" português reage assim à captura “desafiante” de um dos seus aparelhos, que permaneceu inteiro depois de interceptado, segundo as forças armadas de Moscovo.
Ainda assim, fonte da Tekever explica que “o risco é inerente a estas missões”. Os drones da empresa “operam sob ameaça permanente” e “a proteção de informação crítica é um requisito de desenho, implementado em múltiplas camadas do sistema”.
Por outro lado, a Tekever distingue-se pela velocidade de evolução da tecnologia que oferece, tem “sistemas atualizados de forma contínua, em ciclos de semanas, em função dos requisitos de missão e da evolução do contexto operacional”.
Segundo a empresa, liderada por Ricardo Mendes, “a análise detalhada de um sistema Tekever hoje não é um bom indicador das suas capacidades amanhã — é uma fotografia de uma configuração num rápido ciclo de desenvolvimento contínuo”.
Os russos capturaram um dos drones que está a ser utilizado no conflito pela Ucrânia, o AR3. Um aparelho híbrido, porque opera em modo asa fixa (como uma aeronave tradicional) e também descola e aterra na vertical.
Entretanto, o Exército britânico já contratou a Tekever para fornecer um novo modelo, o AR5, ao país. Isto numa altura em que já está a ser desenvolvido o AR6.
A startup portuguesa, fundada em 2001 nas Caldas da Rainha, diz que “a capacidade da Europa para se defender depende de tecnologia europeia, desenvolvida, produzida e controlada na Europa. É essa a capacidade soberana que a Tekever está a construir, ao serviço da Ucrânia e dos seus parceiros europeus”.
Hoje a Tekever já conta com 1.300 trabalhadores e está instalada em Portugal, no Reino Unido, França, Estónia, Ucrânia e EUA.