Radares apanharam em 10 anos mais de 3,6 milhões de condutores em excesso de velocidade

Radares apanharam em 10 anos mais de 3,6 milhões de condutores em excesso de velocidade

  • 05/08/2026 13:16
  • Redação

Mais de 3,6 milhões de condutores foram apanhados em excesso de velocidade nos 10 anos dos radares geridos pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), mas as infrações estão a diminuir desde 2023, ano que registou o maior número.

Num balanço feito à Lusa sobre os 10 anos de funcionamento do Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO), a ANSR adianta que foram detetadas 3.611.645 infrações por excesso de velocidade. As multas atingiram um máximo em 2023, com um total de 671.709.

Desde 2023, as infrações têm vindo a diminuir ligeiramente. Em 2024, totalizaram 477.297, no ano seguinte 418.783 e, até 1 de julho deste ano, 163.951.

O segundo ano com o maior número de infrações detetadas pelo SINCRO foi 2018, quando se registaram 515.838 multas.

O SINCRO, que permite detetar automaticamente infrações por excesso de velocidade, foi criado em 2016 com a instalação progressiva dos atuais 123 Locais de Controlo de Velocidade (LCV), dos quais 100 de velocidade instantânea (VI) e 23 de velocidade média (VM).

Todos os radares do Sistema Nacional de Controlo de Velocidade estão sempre sinalizados, segundo a ANSR, que prevê instalar, nos próximos tempos, 12 novos locais de controlo de velocidade média, que fiscalizam a velocidade média dos condutores através da medição do tempo que demoram a percorrer uma determinada distância.

A ANSR dá ainda conta de que, nos locais onde os radares foram instalados em 2016, houve uma redução de 23% no número de acidentes com vítimas, de 71% nas vítimas mortais, de 38% nos feridos graves e de 22% nos feridos ligeiros.

Dados provisórios da ANSR indicam que os acidentes rodoviários e as vítimas mortais estão a aumentar este ano.

Segundo a ANSR, desde 1 de janeiro registaram-se 89.763 acidentes, mais seis mil do que em igual período do ano passado, que provocaram 285 mortos (mais 23), 1.728 feridos graves (mais 87) e 25.846 feridos ligeiros (menos 475).

  • Fonte: Rádio Renascença
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