A melhor equipa do mundo comprou a ideia da nova Volta a Portugal. "É boa para desenvolver os jovens"
- 06/08/2026 04:22
- Redação
Tadej Pogačar, João Almeida e as outras estrelas da UAE Emirates não estão na Volta a Portugal 2026. Mas a nova organização da prova conseguiu convencer a melhor equipa do mundo a marcar presença com a ideia que não há melhor teste para uma grande volta do que as estradas portuguesas.
Adrià Pericas, de 20 anos, é uma das grandes promessas da equipa e está na Volta a Portugal para lutar pela camisola amarela.
Pela frente terá desafios muito semelhantes aos que terá quando se estrear numa grande volta, futuro que lhe é apontado: um contrarrelógio, etapas de alta montanha, média montanha e outras mais planas ao longo de 11 dias de competição.
Não é fácil prever onde um jovem pode chegar, mas a UAE acredita que Pericas poderá ser um dos voltistas da equipa a médio prazo.
"Ele mostrou que tem talento e queremos desenvolvê-lo no sentido de ser um ciclista para a classificação geral", aponta Notari.
A Volta a Portugal muda de organização este ano. A Federação rescindiu contrato com a Podium Events e assume a liderança da prova com Ezequiel Mosquera.
A prova é pouco convidativa por natureza: a baixa categoria limita os pontos para o "ranking" UCI, as 11 etapas complicam a logística e posiciona-se no calendário entre Tour e Vuelta, numa altura com várias provas de categoria superior e menos dias.
No entanto, o objetivo é atrair melhores equipas e a UAE é, para já, a única equipa WorldTour que gostou da ideia.
"A prova está a ganhar credibilidade. As pessoas olham para esta prova como boa. Para nós é bom para trazer jovens para os desenvolver. Não há muitas corridas tão longas, é bom para os novos se testarem e melhorarem a sua performance", defende Giacomo.
Rui Oliveira é o capitão na estrada e vai em busca de conquistar etapas, Pericas é o lider da geral, mas há o italiano Luca Giaimi para o contrarrelógio e também o dinamarquês Julius Johansen, que já venceu o prólogo.
"Vamos para todas as corridas para conseguir o melhor resultado possível e isso é vencer. O ciclismo é um desporto estranho porque são 120 atletas e só um vence. Claro que estamos para tentar ganhar o máximo possível", aponta o diretor italiano.
O percurso é duro, na leitura do dirigente da UAE: "Surpreendeu-me que quase não há etapas planas."
"Mesmo as etapas planas, é preciso conquistar a oportunidade do sprint porque há algumas subidas. As equipas vão estar a olhar para nós, vamos ver", atira.