Reinaldo Teixeira: “O que a Liga pode garantir é que, se o estádio não estiver em condições, não se joga”

Reinaldo Teixeira: “O que a Liga pode garantir é que, se o estádio não estiver em condições, não se joga”

  • 06/08/2026 07:05
  • Redação

“O que a Liga pode garantir é que, se o estádio não estiver em condições, não se joga”, garantiu Teixeira a Bola Branca, informando que na época passada foram colocados 13 novos relvados pelos clubes, enquanto esta época juntaram-se outros 10. Para Reinaldo Teixeira, é um carimbo que comprova o “compromisso” das sociedades desportivas.

Qual é o protocolo, afinal, na Liga para que algo como aconteceu em Coimbra não se repita? “Temos a comissão técnica de vistorias, que faz a vistoria ao estádio, que garante se a relva está ou não está em condições, e se está estável”, explicou.

E continuou: “Essas vistorias são feitas com regularidade. Quando há um caso concreto que a relva tem indicações de que não está estável, então é feita a vistoria com mais periodicidade para garantirmos se está ou não em condições para se realizar o jogo”.

Depois, informou que havia um clube nessas condições, pois foi revelado um problema no sistema de rega. Soube-se na quarta-feira que se tratava do Feirense, que vai receber o Felgueiras em casa emprestada, o Olival.

Ainda que reconheça o “esforço e mérito” das sociedades desportivas para haver melhorias, Reinaldo Teixeira reconhece que as infraestruturas são “um desafio grande” no futebol nacional. “Sinto e reconheço esse grande compromisso” dos clubes, confessou.

“Se é um problema, logicamente que é um desafio. Queremos ter bons relvados e boas condições de acolhimento dos adeptos. Se não há futebol sem jogadores, futebol sem adeptos não é futebol”, acrescentou.

O presidente da Liga foi também questionado sobre a sanção aplicada pela Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) ao Benfica. Devido à utilização de artefactos pirotécnicos por parte de adeptos ‘encarnados’ em cinco partidas em 2022/23, a equipa de Marco Silva vai estrear-se na Liga com as bancadas vazias.

Também o regresso do Académico de Viseu ao primeiro escalão do futebol português, quase quatro décadas depois, sai assim beliscado. “Vejo um regresso meritório, ao fim de 37 anos. Vejo com tristeza ver um jogo, seja com Académico ou o Benfica ou outra sociedade desportiva, à porta fechada”, lamentou.

“Talvez aí haja um período de reflexão importante para todos os agentes desportivos, em particular para os nossos adeptos e claques para que isto não aconteça”, diz, informando que a Liga Portugal tem em pé um programa – “o 12º jogador” – em que vai às escolas falar aos jovens sobre os valores no futebol. “Passamos a mensagem aos jovens de que o adversário é um adversário e não é um inimigo.”

Também no âmbito dessa campanha, a Liga tem tido conversas com representantes dos adeptos das sociedades desportivas, informa Reinaldo Teixeira.

“Agradecemos e reconhecemos o contributo deles para motivarem e animarem as nossas bancadas e o espectáculo dentro dos nossos estádios”, revelou. “Ao mesmo tempo perguntamos o que podemos fazer para termos mais adeptos no estádio. Depois, queremos perceber o que fazer para haver menos pirotecnia, menos atos que possam não dignificar o espetáculo e possam prejudicar o seu clube.”

Reinaldo Teixeira citou depois números da Polícia de Segurança Pública para elogiar o trajeto da comunidade futeboleira: os incidentes de violência associados às competições profissionais de futebol em Portugal registaram, na primeira volta da época passada, uma quebra de quase 37%, de acordo com o Ponto Nacional de Informação Desportiva (PNID) da PSP.

Apesar da descida generalizada, as autoridades alertam para o crescimento do fenómeno dos casuals, grupos de adeptos focados em confrontos.

“Isso demonstra um melhor comportamento dos adeptos”, congratulou-se o dirigente. Falta referir que, apesar dessa descida registada pelo PNID, as autoridades alertaram então para o crescimento de problemas com os casuals, isto é, grupos de adeptos mais propensos a confrontos.

Voltando ao exemplo do Benfica-Académico Viseu, Reinaldo Teixeira olhou para o lado bom da coisa. “Se esse é um momento triste e que não devia acontecer e desejamos que não aconteça em estádio nenhum, também é justo reconhecer que tem havido uma melhoria grande e significativa do comportamento dos adeptos.”

  • Fonte: Rádio Renascença
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