"O comportamento de Villas-Boas e Varandas na Liga não podia ser melhor": a confissão de Reinaldo Teixeira
- 06/08/2026 10:52
- Redação
“Eu tenho de lhe dizer o que é verdade: dentro da Liga, das nossas reuniões, dos Conselhos de Presidentes e cimeiras, dentro das nossas assembleias, os presidentes são de uma cordialidade e de um espírito construtivo, de um empenho para o todo e bem do futebol”, esclarece.
“Só tenho de reconhecer e desejo que assim seja dentro e fora de casa. Acredito que haverá sempre – faz parte – o picanço de parte a parte, mas quero reiterar isto: o comportamento, dentro de casa, não podia ser melhor, de respeito mútuo, de foco no interesse de todos no futebol”, reforça.
O dirigente, na véspera do arranque da Liga, deixa uma palavra de gratidão a “todas as sociedades desportivas”, porque, mesmo no início com o quid pro quo com o FC Porto, “todos têm sido parceiros ativos para o bem do futebol”.
Questionado sobre Rui Costa, sobre uma aparente diferente forma de estar nesta indústria, Reinaldo Teixeira deixou uma ideia engraçada e uma realidade que o passado lhe ofereceu.
“O mundo está tão bem feito que ninguém é igual, tem esse grande mérito”, refletiu. “Se calhar os valores [dos três] são semelhantes, boa gente e bons fundos, [mas com] formas de atuar diferentes. Sou amigo pessoal do Rui Costa, não nego isso em lado nenhum. Conheço-o desde os 15 anos, tenho dele a melhor opinião, como ser humano, jogador e dirigente”, revela.
A relação também melhorou com os outros presidentes, até com o presidente do FC Porto. “Não nos apoiou no início mas, desde então, tem estado ao nosso lado com sugestões construtivas, criticando aqui e acolá, sugerindo que faça isto e aquilo”, conta.
Este dirigente confessa que não vê “maldade nas pessoas”, mas também “não é rapaz para lhes dizer o que é agradável”. Quando os executivos dos clubes não concordam com ele, surge “um espírito construtivo”, informa. “Estamos muito empenhados, todos, para construir um futebol cada vez melhor, mais bonito, com mais espectáculo, que traga mais adeptos, investidores e patrocínios.”
E lembra: “Estamos no ano em que vai ser muito desafiante, é o ano da venda dos nossos direitos audiovisuais”. Depois de conversas com operadores nacionais e internacionais, Teixeira revela “atração e motivação pelo produto” e “reconhecimento pelas nossas competições”.
Ou seja, “estamos confiantes que vamos ter um sucesso para bem do futebol e das sociedades desportivas”. O que é, então, uma vitória neste processo? “É vender por um valor que ninguém esperava. Estamos a trabalhar para que seja possível…”