Menos de 1% dos fogos deste ano causaram 81% da área ardida
- 06/08/2026 15:25
- Redação
Menos de 1% dos incêndios registados este ano causaram 81% da área ardida, revelou hoje o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), avançando que 42% dos fogos tiveram origem em queimas e queimadas.
O relatório provisório de incêndios rurais do ICNF, referente ao período entre 1 de janeiro e 31 de julho, dá conta de que os fogos com área ardida inferior a um hectare são os mais frequentes este ano, tendo existido apenas cinco incêndios de maior dimensão (com área ardida superior ou igual a 1.000 hectares).
Os cinco incêndios de maior dimensão foram os que deflagraram, em julho, nos concelhos de Valpaços (13.849 hectares), Vouzela (12.804), Guarda (4.889), Chaves (1.215) e Alijó (1.128).
O relatório do ICNF indica também que, até 31 de julho, registaram-se 44 grandes incêndios, que resultaram em 43.573 hectares de área ardida, cerca de 81% do total.
O documento, hoje divulgado na página do organismo, refere que, entre 1 de janeiro e 31 de julho, registaram-se um total de 5.755 incêndios rurais, que resultaram em 53.731 hectares de área ardida, distribuídos por povoamentos (24.129 hectares), matos (22.724) e agricultura (6.878).
"O ano de 2026 apresenta, até ao dia 31 de julho, o quinto valor mais elevado em número de incêndios e o terceiro valor mais elevado de área ardida desde 2016", precisa o relatório do ICNF.
Os anos com área ardida superior foram 2017, com 146.508 hectares, e 2022, com 61.745 hectares, segundo o documento.
O ICNF indica ainda que 81% dos incêndios registados este ano, responsáveis por 30% da área total ardida, foram investigados, sendo as causas mais frequentes queimas e queimadas (42%), fogo posto (16%) e reacendimentos (8%).
O relatório salienta ainda que o maior número de incêndios ocorreu nos distritos do Porto (860), Braga (549) e Viana do Castelo (506), enquanto os distritos mais afetados pela área ardida até julho foram Vila Real, com 14.368 hectares e cerca de 27% da área total ardida, seguido de Viseu (8.172 hectares e 15% do total) e Bragança (8.064 hectares e 15% do total).