Luís Neves vai ser julgado no Tribunal de Contas por alegadas infrações financeiras na PJ
- 06/08/2026 11:18
- Redação
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, vai ser julgado no Tribunal de Contas por alegadas infrações financeiras cometidas durante o período em que liderou a Polícia Judiciária (PJ).
O ministro afirma que, durante a auditoria, "todas as irregularidades identificadas foram plenamente justificadas em sede de contraditório, o que foi aceite por aquele Tribunal".
Ainda assim, acrescenta, o Ministério Público entendeu que "num caso em particular devia ser aplicada uma sanção pelo seu valor mínimo", decisão da qual discorda e cuja reapreciação requereu.
O governante sustenta que a situação em causa está relacionada com uma "operação urgente de combate ao crime organizado transnacional", que exigia rapidez e absoluto sigilo, "que obrigou a que a despesa tivesse de ser realizada como foi".
Luís Neves acrescenta que a irregularidade apontada "se deveu a fatores imputáveis à empresa fornecedora do serviço de transporte, que não enviou a respetiva fatura em tempo oportuno", rejeitando assim que tenha resultado de uma atuação deliberadamente ilegal.
O ministro defende ainda que a opção tomada foi a mais adequada para salvaguardar a investigação criminal e até permitiu reduzir a despesa pública. "Esta decisão garantiu o cumprimento urgente e sigiloso de uma ampla ação policial, tendo o método adotado para a aquisição das viagens permitido uma poupança de milhares de euros ao Estado, como se virá a comprovar", afirma.
Segundo o Público, as alegadas infrações financeiras foram identificadas numa auditoria às contas de 2023 da Polícia Judiciária e dizem respeito, entre outros aspetos, a procedimentos relacionados com contratação pública, utilização de cartões de crédito de serviço e execução orçamental. No mesmo processo é também visada a antiga diretora nacional adjunta da PJ, Luísa Proença.