Novo plano para o Douro aposta na valorização dos vinhos e no apoio aos viticultores
- 07/08/2026 07:50
- Redação
O Douro vai ter um novo plano para enfrentar os desafios do setor vitivinícola e reforçar a competitividade da região. Elaborado por um grupo de coordenação que contou com a participação da CCDR NORTE, o documento entregue ao Governo propõe medidas para valorizar os vinhos do Douro e do Porto, apoiar os viticultores e garantir a sustentabilidade económica, social, ambiental e paisagística da Região Demarcada do Douro.
O plano foi preparado por um grupo de coordenação liderado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), que reuniu, ao longo de oito reuniões de trabalho, entidades públicas e representantes do setor para identificar os principais desafios da Região Demarcada do Douro e definir respostas estratégicas.
Entre as propostas apresentadas estão a criação de custos de produção de referência, a introdução de contratos escritos para a compra e venda de uvas, novos mecanismos de apoio aos viticultores, instrumentos de gestão da oferta, o reforço da promoção internacional dos vinhos do Douro e do Porto, o desenvolvimento do enoturismo e medidas destinadas à proteção ambiental e à valorização da paisagem duriense.
Segundo a CCDR NORTE, o documento procura responder a problemas estruturais que afetam o setor, como a pressão sobre os rendimentos dos viticultores, o desequilíbrio entre a oferta e a procura e a necessidade de aumentar o valor acrescentado da produção.
O vice-presidente da CCDR NORTE, Paulo Ramalho, considera que o plano resulta de um amplo processo de diálogo entre os vários agentes da fileira vitivinícola e defende que o futuro do Douro depende da valorização dos produtores e da articulação entre todos os intervenientes.
"Sem produtores não haverá comércio e, sem comércio, o viticultor dificilmente verá a sua produção valorizada. Por isso, o diálogo, a construção de consensos e a articulação entre todos os intervenientes e demais agentes do território são fundamentais para a boa implementação das medidas previstas."
O responsável salienta ainda que o plano não deve ser entendido como um documento fechado, mas como um processo em evolução, orientado para o equilíbrio da fileira e para a criação de valor no território.
Paulo Ramalho destaca igualmente o papel dos viticultores na preservação do Alto Douro Vinhateiro, lembrando que, além da produção de vinho, contribuem para a conservação da biodiversidade, dos ecossistemas e de uma paisagem classificada como Património Mundial da UNESCO.
O vice-presidente da CCDR NORTE recorda ainda a celebração dos 25 anos da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial, considerando que esta distinção internacional reforça a necessidade de proteger e valorizar uma paisagem construída ao longo de gerações e indissociável da atividade vitivinícola.
Para a CCDR NORTE, o plano representa um passo decisivo para consolidar uma estratégia integrada para o futuro da Região Demarcada do Douro, promovendo maior criação de valor, reforçando a competitividade do setor vitivinícola e contribuindo para o desenvolvimento económico e social de um território reconhecido mundialmente pela excelência dos seus vinhos e pela singularidade da sua paisagem.