"Não haverá lugar a quaisquer indemnizações" na ADENE, garante ministra

"Não haverá lugar a quaisquer indemnizações" na ADENE, garante ministra

  • 07/08/2026 10:43
  • Redação

A restruturação do sector energético levou à criação da Agência para a Energia e Geologia, que prevê a extinção, entre outras entidades, da ADENE, a Agência para a Energia. Mas novos órgãos sociais foram eleitos para um mandato de três anos, durante o processo legalmente determinado da sua extinção.

A ADENE, começa por explicar a ministra do Ambiente — à margem de uma visita às obras de reabilitação e estabilização da arriba da Praia do Algodio, na Ericeira - está constituída como uma associação de direito privado, sem fins lucrativos e com estatuto de utilidade pública.

"É uma associação privada, sem fins lucrativos, em que os sócios são várias entidades da administração pública e empresas, como a EDP, a Galp e vários organismos da administração pública, liderada por um conselho de administração cujo mandato acabou 31 de julho".

"Não podiam ficar sem direção, nem podiam ficar em gestão", explica Maria da Graça Carvalho, "porque têm, por exemplo, responsabilidades quando se pretende mudar de fornecedor de eletricidade, têm várias tarefas no âmbito do PRR, que até 31 de agosto tem de estar completo, portanto tinha de ser eleita uma nova administração".

Sabendo que a ADENE e outros organismos públicos vão ser integrados na Agência para a Energia e Geologia até meados do próximo ano, o atual presidente, Nelson Large, aceitou continuar.

"Ele é quadro da ADENE, portanto, muito naturalmente irá transitar para a Agência para a Energia e Geologia. A estratégia foi manter o presidente e fazer já uma transição para membros da futura agência", explicou a governante.

Ou seja, os quatro novos elementos da administração "são da direção da ADENE e da comissão instaladora da futura Agência, não ganham mais por estar na ADENE, mas já estão a fazer a integração para a Agência para a Energia e Geologia".

Não só não ganham mais como também, garante a ministra, "não há motivo para quaisquer indemnizações".

Mas Maria da Graça Carvalho teve a garantia que só a parte administrativa foi afetada.

"Tive a garantia do presidente das Águas de Portugal, Carmona Rodrigues, e de todos os dirigentes, porque foi um ataque a várias empresas do grupo, que tudo ficou contido à parte administrativa, ou seja, o ataque não chegou a nenhum sistema de fornecimento ou qualidade da água, teve a ver com o sistema de e-mails, com a parte só administrativa. Conseguiram proteger tudo aquilo que era vital para as pessoas, que é o fornecimento da água e a qualidade da água", garantiu a ministra.

E sublinha que o que aconteceu "mostra que temos de ter cada vez mais cuidado, porque estão a ser mais frequentes os ataques a empresas e instituições vitais." Maria da Graça Carvalho adiantou ainda que foi importante "conter a própria notícia para não criar alarme, porque o ataque estava a ser contido e não atingia o que é vital, que era a água".

  • Fonte: Rádio Renascença
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