A Óbidos Cycling Team tem um objetivo: levar o ciclismo português lá fora

A Óbidos Cycling Team tem um objetivo: levar o ciclismo português lá fora

  • 08/08/2026 03:20
  • Redação

Para uma equipa com quatro anos de história e a apenas um na terceira divisão do ciclismo mundial, não falta ambição na Óbidos Cycling Team. O objetivo é formar jovens e mostrá-los no estrangeiro o máximo possível.

A equipa apoiada pelo município da zona Oeste é a décima equipa portuguesa de categoria Continental na UCI. Muitos apontam a abundância de equipas como um dos problemas do pelotão nacional, sendo que a maioria compete apenas em Portugal por limitações de orçamento.

Essa não é uma característica da Óbidos. O objetivo sempre foi correr lá fora e conseguir licença Continental foi um meio para um chegar a esse fim.

"O nosso objetivo é internacionalizar e é difícil receber convites lá fora enquanto clube, era mais difícil ir a corridas", aponta Micael Isidoro, antes da segunda etapa da Volta a Portugal.

Esta época, o Óbidos foi aos Emirados Árabes Unidos correr o Tour de Sharjah em janeiro, esteve na Volta às Astúrias em abril, fez duas clássicas belgas e a Volta ao Azerbaijão em maio. Em setembro, estará em mais duas corridas italianas e na Volta à Arménia.

"Quando começámos o projeto, achei que era possível ir mais longe porque temos corredores e staff de excelência em Portugal. Falta acreditar que é possível ir para fora", aponta, antes de exemplificar.

"No primeiro ano tivemos um convite dois dias antes para ir fazer o Giro Valle d'Aosta, a corrida mais dura do mundo em sub-23, está lá a nata toda desse escalão. Decidimos ir. Só acabou um corredor, mas a mentalidade é esta: queremos levar Portugal lá fora", aponta.

Isidoro reconhece que é preciso "um esforço, força de vontade e contactos lá fora" para ajudar a marcar presenças, mas essas dores de cabeça são um mal necessário.

"Queremos crescer mais, passo a passo, porque Portugal já teve estruturas no passado a ir correr lá fora e a saírem valorizadas", atira.

Desde o projeto da W52-FC Porto – terminado após um escândalo de doping – que Portugal não tem uma ProTeam na segunda divisão mundial. A Óbidos gostaria de ser essa equipa.

"Se houvesse condições para dar esse passo, era algo que gostaríamos. Fazemos o esforço já de dobrar a equipa, com ProTeam seria mais fácil, seria bom para o ciclismo português termos uma ou duas ProTeams para estarmos em bons palcos", conclui.

A Óbidos está também em estreia na Volta a Portugal e procura a afirmação interna em pleno com a conquista de uma etapa.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: