Estrela-Sporting, entre um festival do desperdício e uma recuperação espectacular

Estrela-Sporting, entre um festival do desperdício e uma recuperação espectacular

  • 08/08/2026 18:05
  • Redação

O Sporting, sem oito titulares da época anterior e num relvado problemático, inventou maneiras mil de marcar um golo na primeira parte. Fotis Ioannadis falhou uma mão cheia de oportunidades flagrantes. A bola nunca beijou as redes e assim o intervalo chegou sem o marcador dançar. Léo Linck, o guarda-redes do Estrela da Amadora, foi o grande protagonista dos primeiros 45 minutos.

Altimira e Issa Doumbia iam-se mostrando futebolistas de alto gabarito, conquistando os terrenos baldios da Amadora sem grande problema. Mal começou a segunda parte, um passe belíssimo de Flávio Gonçalves (boa exibição) encontrou na direita Geny Catamo. A bola acabou por sobrar para Rodrigo Zalazar, que marcara 23 golos pelo SC Braga na época passada, e que meteu a bola na baliza do Estrela, orientado por Pepa, um treinador que regressou ao futebol português depois de algumas aventuras no Médio Oriente e Brasil. Estava inaugurado o marcador e suspiravam de alívio as gentes leoninas.

A grande surpresa no 11 de Rui Borges foi Rodrigo Dias, um lateral-esquerdo formado em Alcochete, tem 21 anos. Flávio Gonçalves, que se estreou naquela goleada contra o Alverca para a Taça da Liga em que Blopa brilhou, também começou de início. O outro motivo de falatório foi Fotis Ioannidis na equipa titular, não só porque sentou Luis Suárez, como por partir à frente de Rafael Nel.

Do outro lado, com aquela farda bonita a fazer lembrar o Fluminense, ia-se mostrando Santiago Serra, um menino de 19 anos que voou dos júniores do Mafra para a I Liga. Boas indicações.

O 2-0 chegou aos 59’, por Ioannidis, finalmente, evitando assim uma noite trágica de insónias. Zalazar fez a grande assistência, depois de superar um rival. A equipa Bola Branca na Reboleira escolheria o uruguaio como o melhor em campo.

O jogo, contudo, não estava tão fácil como na primeira parte. E o Estrela tornou-se mais incómodo, dando importância àquela velhinha teoria do futebol que diz que o "2-0 é o resultado mais perigoso" desta modalidade. Antonetti e Abraham Marcus eram setas apontadas à baliza de Rui Silva. Mais tarde, Beni Souza, que entrou aos 65’, foi outra seta.

Aos 72’, Antonetti superou Eduardo Quaresma (que até ali fez uma exibição ótima, com cortes heróicos) e colocou a bola na baliza do Sporting. Os sportinguistas queixaram-se de falta, mas o VAR validou o golo. A redução no marcador trouxe ainda mais caos e resposta e contra-resposta no jogo. O Sporting perdeu a mão à coisa e o Estrela atreveu-se a ser feliz. Por esta altura já tinham entrado e entrariam pouco deopis Luis Suárez, Silas Andersen, Fresneda, Luis Guilherme e Jesse Derry.

A seis minutos dos 90, Beni Souza aventurou-se pela esquerda e, do nada, rematou-cruzou para a baliza de Rui Silva. O guarda-redes internacional português deu uma sacudidela na bola, insuficiente para evitar que cruzasse a linha de golo. Não fica bem na fotografia, o guarda-redes do Sporting.

O apito final de João Gonçalves inaugurou o feito do Estrela da Amadora: de 0-2 para 2-2, com Pepa a revelar alguma "azia" no final porque magicou no pensamento a cambalhota no marcador. O Sporting tropeça na jornada inaugural da Liga e agora recebe o Vitória SC, que vai a Alvalade com o orgulho ferido depois da derrota caseira com o Arouca.

  • Fonte: Rádio Renascença
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