Papa: “Respeitem o direito humanitário. A guerra só gera mais guerra e sofrimentos”
- 09/08/2026 07:31
- Redação
Leão XIV lançou, uma vez mais, um forte apelo ao fim da guerra e ao respeito do direito humanitário, sobretudo na Ucrânia, Rússia e também no Sudão.
No final do Angelus, o Papa mostrou-se preocupado “com a trágica situação no Sudão, sobretudo na cidade de El Obeid”. Nesta zona setentrional, os violentos conflitos entre as forças armadas sudanesas e forças paramilitares já causaram uma grave catástrofe humanitária com mais de 150 mil vítimas devido a massacres de civis, carestia e falta de apoio médico.
“Ao expressar a minha proximidade espiritual a todo o povo da nação, renovo o meu apelo às autoridades para que garantam corredores humanitários para a população civil”, pediu o Santo Padre, exortando a comunidade internacional a apoiar os esforços para alcançar um cessar-fogo imediato.
“Rezemos para que o Senhor ampare os que sofrem, converta os corações dos que semeiam a violência e conceda a tão esperada paz”, disse ainda a propósito do Sudão.
Outro foco de preocupação é o que se passa na Ucrânia e na Rússia, porque “continuam a chegar notícias dolorosas de pessoas inocentes mortas e feridas”, lamenta o Papa.
“Os episódios trágicos persistem, e até se multiplicam, ceifando cada vez mais vidas civis, incluindo crianças. Estou solidário com as famílias das vítimas, com os feridos e todos os que sofrem por causa do conflito em curso”, sublinha
Leão XIV renovou esta manhã o seu “sincero apelo” para que se respeite o direito humanitário e se ponha fim aos ataques contra alvos civis de ambas as partes.
“A guerra só gera mais guerra e causa enormes sofrimentos. É tempo de pôr fim à espiral de violência e dar espaço à diplomacia e ao diálogo para abrir o caminho para a paz”, insistiu o pontífice.
Aos jovens presentes na Praça de São Pedro, o Papa propôs o exemplo de um conjunto de jovens santos que o calendário da Igreja assinala nestes dias: São Domingos, Edith Stein, São Lourenço e Sta. Clara de Assis. “Deixai-vos entusiasmar pelo exemplo destas testemunhas do evangelho”, aconselhou.
Antes de rezar o Angelus, Leão XIV refletiu sobre o Evangelho deste domingo e a experiência de fraqueza dos apóstolos que só reencontraram a paz confiando em Jesus.
Por isso, “não nos vangloriarmos pelo sucesso e nunca nos considerarmos superiores aos outros” e não devemos perder a esperança: “nem mesmo nos momentos de escuridão, quando nos sentimos impotentes perante os problemas que, apesar dos nossos esforços, nos fazem pensar que estamos a recuar em vez de avançar”.
O Santo Padre garantiu que, “em qualquer circunstância, Jesus não nos abandona e, se o acolhermos humildemente no barco da nossa vida – através da oração, dos Sacramentos e da escuta da Palavra –, n’Ele encontraremos a paz, a luz e a força para o nosso caminho.”