Seguro diz que "muito ficou por fazer" depois dos incêndios de 2017
- 09/08/2026 08:51
- Redação
O Presidente da República disse este domingo que "muito ficou por fazer" depois dos incêndios de 2017, um dos piores anos de chamas florestais da história de Portugal.
Na Guarda para as comemorações dos 150 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses, António José Seguro reiterou que tem transmitido "a necessidade de melhorarmos a prevenção e a capacidade de resposta" no combate aos incêndios.
"Muito ficou por fazer depois dos relatórios anteriores, dos incêndios de 2017. E essas falhas reduziram a nossa capacidade de resposta aos grandes incêndios do ano passado".
Por isso, António José Seguro considerou que "é urgente evitar que as medidas propostas fiquem na gaveta, adiadas sine die".
"As intempéries, as vagas de calor, os sismos, a frequência de incêndios devastadores, em Portugal e noutras geografias, clamam por uma ação atempada, mobilizadora e cientificamente fundamentada. E clamam por uma observação atenta da Presidência da República sobre a proteção e a segurança das comunidades, à qual tenho dedicado uma parte significativa do meu trabalho", referiu.
Em 2017, o incêndio em Pedrógão Grande, em junho, fez 66 mortos e 253 feridos, devastando cerca de meio milhar de casas e quase 50 empresas, em 53 mil hectares de território. Mais tarde, em outubro, novos incêndios levaram à morte de 50 pessoas, provocando igualmente 70 feridos e destruindo total ou parcialmente cerca de milhar e meio de casas e mais de 500 empresas.
O Presidente da República lembrou ainda que a revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela é uma promessa que "se arrasta há demasiado tempo", desde o incêndio que em agosto de 2022 "durou mais de duas semanas".
"Quatro anos depois, essa promessa continua por cumprir. Quase nada foi investido dos 155 milhões de euros anunciados. Ora, quando se assinala meio século do Parque Natural da Serra da Estrela, em vez do passa-culpas, o que se exige são passos concretos para revitalizar e proteger este património natural", alertou António José Seguro.