Benfica inventa e apaga caminhos para o golo. Depois, Clóvis empatou e chocou a silenciosa Luz
- 09/08/2026 18:30
- Redação
O Benfica empatou a duas bolas contra o Académico de Viseu no arranque da Liga e desperdiçou os primeiros pontos no campeonato. Os golos foram marcados por Pavlidis, Prestianni e, do lado dos visitantes, que regressam à elite do futebol nacional 37 anos depois, Rúben Pereira e André Clóvis.
O Académico nunca tinha pontuado na Luz na sua história. Aconteceu num regresso especial, porém com as bancadas vazias, o que segundo Bruno Pinheiro, técnico dos de Viseu, foi decisivo para manter os jogadores estáveis e concentrados, e até para dar indicações.
Marco Silva apostou no mesmo 11 que goleou o Hearts, a meio da semana que passou, na Luz. O primeiro tempo, com duas bolas no ferro, foi um festival de desperdício. Quando a bola não batia na selva de homens vestidos de negro, era Ewerton a tapar os caminhos para a sua baliza. O guarda-redes assinaria oito defesas, superando assim o que Léo Linck fez contra o Sporting (6).
O golo de Vangelis Pavlidis, logo aos 10 minutos, permitia um pensamento atrevido: a tarde seria tranquila. O golaço do grego com a canhota denuncia o grande momento de forma, com seis golos nos últimos quatro jogos.
Mas o 2-0 não entrava e o Académico ia resistindo à ventania. Talvez pingasse a sorte lá mais à frente, se se mantivesse dentro do jogo. E foi isso que aconteceu, com mérito já agora, pois surgiu com outra cara no segundo tempo.
Rúben Pereira empatou, aos 55 minutos, depois de um canto batido por Cihan Kahraman. O marcador do golo até passou pela formação do Benfica.
Prestianni ia assinando mais uma exibição de encher o olho. E, aos 58 minutos, foi mesmo a meter os homens da casa na frente do marcador outra vez. Foi mais um belo golo, um bocadinho à imagem do que fizeram com o Hearts, depois de superar um adversário com uma facilidade insultante. O remate foi em arco, belo como o arco-íris
Mas a felicidade da silenciosa Luz durou pouco. Com .João Guilherme em destaque, criando vários momentos de perigo para a baliza de Samuel Soares, foi Clóvis que meteu mais uma bola na baliza do jovem guarda-redes, que vai protagonizando o tema dos temas no clube (a saída de Trubin da equipa titular). Robinho, que há uns aninhos encantava no sintético do Linda-a Velha, em Lisboa, fez um cruzamento maravilhoso para o matador de serviço, o melhor marcador da II Liga na época passada.
A falta de lucidez substituiu a tal voracidade pelo ataque e a ameaça do golo. O Benfica, já com homens em campo como Ríos, Lukebakio, Dedic e Jhon Durán, não encontrou os caminhos para Ewerton como fez na primeira parte. Os de Viseu iam recuando, criando uma fortaleza à volta do guarda-redes. Pavlidis voltou a tentar a sorte, tal como Lukebakio, mas nada.
Enquanto o Benfica-Académico se jogava, o Gil Vicente bateu o Rio Ave, que terminou com 10 jogadores, e o Moreirense empatou em casa com o SC Braga, com um golo depois da hora.