“Não tenho estados de alma.” Ministra rejeita estar desconfortável por investigar colega de Governo
- 10/08/2026 06:38
- Redação
O objetivo foi proteger a Polícia Judiciária. A ministra da Justiça justifica assim a auditoria aos mandatos de Luís Neves à frente da PJ e rejeita qualquer desconforto da sua parte por estar a investigar um colega de Governo, neste caso o atual ministro da Administração Interna.
"Não tenho estados de alma", disse Rita Alarcão Júdice aos jornalistas, esta segunda-feira, depois de presidir à cerimónia de aceitação do curso de formação de inspetores judiciários, em Lisboa.
A ministra explicou ainda que conversou com o atual diretor da PJ, Carlos Cabreiro, que lhe solicitou a auditoria.
“Quando uma instituição como a Polícia Judiciária é persistentemente posta em causa, nos órgãos de comunicação social, é importante que seja esclarecido tudo quanto haja que ser”, disse a ministra.
Rita Alarcão Júdice diz ainda estar a contar com resultados céleres, mas garantiu que não vai “impor prazos irrealistas”.
De resto, frisou a ministra da Justiça, a investigação a alegadas irregularidades durante os anos em que Luís Neves foi diretor tem como objetivo “proteger a Polícia Judiciária” — trata-se assim de uma “auditoria administrativa” que é “um procedimento normal nas instituições democráticas”.