"Há margem para fazer mais": Montenegro acolhe críticas de Seguro na prevenção de incêndios

"Há margem para fazer mais": Montenegro acolhe críticas de Seguro na prevenção de incêndios

  • 10/08/2026 08:00
  • Redação

Em declarações na inauguração da Loja do Cidadão de Fafe, Luís Montenegro disse que recebe "com toda a naturalidade" as palavras de Seguro, sublinha que o Estado está a fazer um "esforço muito, muito grande" na prevenção, admitindo que algumas medidas preventivas foram retardadas, e garante que "há margem para fazer mais".

"Ouvimos e compreendemos as observações que foram feitas pelo Presidente da República, mas ao mesmo tempo nós próprios estamos a fazer um esforço muito, muito grande nesta altura para podermos atuar na prevenção e no combate aos incêndios", afirmou.

O primeiro-ministro avançou que, em anos anteriores, Portugal gastava 80% do valor destinado a esta área em combate e 20% em prevenção. Neste momento 54% do rácio já é para prevenção de incêndios.

“Muitas das medidas preventivas estão em execução e outras que foram retardadas. Isso, enfim, não devia ter acontecido e foi isso que o Presidente da República quis sinalizar”, considerou Montenegro, depois de Seguro ter dito que "muito ficou por fazer depois dos incêndios de 2017".

Destacando que este ano Portugal tem o "maior dispositivo especial de combate a incêndios rurais", Montenegro destaca uma mudança no modelo de investimento — investindo mais na prevenção e menos no combate.

"Há margem para fazer mais. E vamos continuar a tentar, a cada momento, fazer mais do que fizemos anteriormente", considerou o primeiro-ministro. Sem querer fazer balanços, Montenegro disse que Portugal está a investir mais em prevenção para evitar a propagação dos incêndios.

“Nem sempre conseguimos, mas temos uma taxa de execução com sucesso nas primeiras intervenções acima dos 95%. Isto significa que é preciso ter muita prontidão, muita atenção, patrulhamento e colaboração das pessoas que possam diminuir comportamentos de risco”, concluiu, lembrando que estão previstos, para esta semana, aumentos das temperaturas, que poderão levar a um maior risco de incêndio.

Sobre a auditoria aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária, Luís Montenegro confirmou que a decisão foi acompanhada e co-decidida por si.

"Seria estranho que não houvesse fiscalização e não houvesse auditorias, cujo objetivo é clarificar e comprovar decisões tomadas nos ultimos anos", considerou o primeiro-ministro, que pediu um "espírito mais consensual" na reação a estes temas, garantindo que o Governo vai atravessar estas questões "com tranquilidade, com serenidade e com confiança".

  • Fonte: Rádio Renascença
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