Exames nacionais: Quase 370 processos de reapreciação e de correção de cotações por enviar às escolas
- 10/08/2026 13:31
- Redação
Um total de 368 processos de reapreciação e de correção de cotações dos exames nacionais do ensino secundário ainda não foram enviados às escolas, indicou esta segunda-feira o Júri Nacional de Exames (JNE).
A maioria dos processo chegou aos estabelecimentos de ensino na sexta-feira, mas ainda falta 46 processos de reapreciação e de 110 processos de correção de cotações, que deverão ser entregues ainda esta segunda-feira.
Outros 212 pedidos de reapreciação e de correção de cotações, "que foram apenas submetidos pelas escolas na sexta-feira e no sábado para análise, serão enviados às escolas até amanhã, terça-feira", refere o JNE.
Contas feitas, foram submetidas pelos alunos 21.021 reapreciações – mais do triplo em comparação com o ano anterior – e 2.957 correções de cotações relativas à primeira fase dos exames nacionais.
"Dos resultados das reapreciações, cerca de 77% das provas submetidas viram a sua classificação subir, 7% viram a sua classificação descer e cerca de 16% mantiveram a sua classificação", contabiliza o Júri Nacional de Exames.
O comunicado esclarece que: "sempre que o resultado da reapreciação ou da reclamação de uma classificação de um exame final nacional do ensino secundário ou de outro elemento considerado no cálculo da nota de candidatura só seja conhecido após o fim do prazo da candidatura, e dele resulte uma alteração de classificação, é facultada, até três dias seguidos após a respetiva divulgação".
O JNE garante que "nenhum aluno será impedido de apresentar candidatura à 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior por um atraso na divulgação do resultado do pedido de reapreciação ou na emissão da ficha ENES".
O Ministério da Educação determinou esta segunda-feira a abertura de um inquérito às escolas que enviaram para classificação exames nacionais já depois da recolha formal por parte das forças de segurança, bem como aos pedidos de reapreciação submetidos tardiamente.
Numa resposta à agência Lusa, o gabinete de Fernando Alexandre refere que "o ministro da Educação, Ciência e Inovação determinou hoje à Inspeção-Geral da Educação e Ciência a abertura de um inquérito sobre irregularidades praticadas por escolas, públicas e privadas, no âmbito dos exames finais nacionais do ensino secundário de 2026".
Em causa estão situações em que as escolas enviaram para classificação remessas de provas já depois da recolha formal e entrega pelas forças de segurança nas instalações da Imprensa Nacional Casa da Moeda onde os exames nacionais do ensino secundário foram armazenados e digitalizados.
Além desses casos, a Inspeção-Geral da Educação e Ciência deverá averiguar, igualmente, os atrasos no envio de pedidos de reapreciação de exames realizados na 1.ª fase.