Pelo menos 111 mortos e dezenas de edifícios arrasados após sismo na Colômbia

  • 10/08/2026 09:38
  • Redação

Aumentou de 77 para 111 o número de mortos em resultado do sismo de magnitude 7.4 na escala de Richter que atingiu esta segunda-feira a Colômbia, anunciou o Presidente Abelardo de la Espriella. Foi declarada situação de desastre nacional.

Pelo menos 61 edifícios colapsaram, 1.575 casas ficaram danificadas, 37 destruídas e há pelo menos 87 feridos, de acordo com o balanço provisório avançado pelo chefe de Estado que tomou posse na semana passada.

O autarca acrescentou também que cerca de 65 edifícios colapsaram, na cidade com mais de 400 mil habitantes.

Este é o terramoto mais forte na Colômbia da última década. Houve ainda duas réplicas de magnitude 4.8 e 2.8.

Nas redes sociais, o autarca de Cali referiu que cerca de 20 prédios desabaram após o terramoto e que há pessoas presas, enquanto a governadora de Chocó confirmou que há feridos na capital, Quibdó, e que estão a ser avaliados potenciais danos em edifícios.

"Acabámos de assistir a um grande sismo na província de Chocó. Estamos em alerta devido a possíveis réplicas. Apesar do epicentro ser perto de San Jose del Palmar, há feridos e danos significativos em edifícios da capital, Quibdó. Já estamos a desencadear assistência e vamos emitir o primeiro relatório oficial dentro de momentos", refere Nubia Carolina Cordoba-Curi.

Imagens nas redes sociais mostram os estragos provocados no Aeroporto Internacional de Matecaña, na cidade de Pereira.

Em sete aeroportos, os voos foram suspensos após o sismo, de acordo com a Autoridade de Aviação da Colômbia. Foram registados danos nos aeroportos de Cali, Pereira, Manizales, Quibdo, Armenia, Cartago e Buenaventura.

Na capital Bogotá, o autarca local referiu que o sismo não fez grandes danos, mas que foi sentido o seu impacto.

Em reação, o recém-eleito presidente, Abelardo de la Espriella ordenou a criação de um posto de comando de emergência para dar apoio aos afetados pelos sismo.

Em Manizales, as aulas em escolas e universidades foram suspensas por tempo indeterminado.

Emídio Sousa avança que as as informações que recebeu da embaixada de Portugal no país apontam para um cenário de grande destruição.

"A esta hora, de acordo com a nossa embaixadora na Colômbia não existem portugueses feridos ou mortos. Estamos muito atentos. De acordo com a nossa embaixadora houve alguns edifícios bastante danificados, outros sofreram danos colaterais. Há feridos e alguns graves", acrescenta, considerando que a comunidade de portugueses e lusodescendentes na Colômbia é composta por 900 a mil pessoas.

  • Fonte: Rádio Renascença
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