"O Douro não para de me surpreender". Seguro apela à descoberta da região

"O Douro não para de me surpreender". Seguro apela à descoberta da região

  • 10/08/2026 17:07
  • Redação

O Presidente da República desafiou os portugueses a darem uma oportunidade ao Douro, defendendo um investimento estratégico e integrado nesta região e considerando que não há territórios dispensáveis no país.

A bordo de um comboio, na Linha do Douro, onde fez uma viagem entre o Pinhão (Vila Real) e Pocinho (Guarda), António José Seguro afirmou esta segunda-feira: "O Douro não para de me surpreender".

"Aquilo que me parece neste momento importante é dizer aos portugueses e apelar: venham conhecer o Douro, venham fazer esta viagem de comboio, é extraordinário. O nosso país, com a dimensão que tem, tem coisa maravilhosas, únicas e esta é, de facto, única no mundo", salientou.

Durante o percurso, o Presidente da República praticamente não se sentou e foi espreitando pela janela do comboio o Douro: o rio, as vinhas em socalcos e as encostas.

"O interior tem um potencial enorme, é uma terra de oportunidades Eu deixo um apelo muito claro, um apelo a que deem uma oportunidade ao interior de Portugal e uma oportunidade ao Douro", frisou.

A viagem do Presidente da República de comboio liga dois patrimónios mundiais da UNESCO - o Alto Douro Vinhateiro, que este ano assinala os 25 anos da classificação, e o Vale do Côa, que celebra 30 anos.

Questionado sobre a necessidade de mais investimento neste território e na ferrovia, António José Seguro defendeu que o "investimento tem que ser um investimento estratégico, integrado, não pode ser um somatório de investimentos por mais relevantes que eles sejam".

"Tem que haver aqui uma gestão integrada, que junte o Estado, autarquias, privados, e que possa resultar num benefício económico e emprego de qualidade designadamente através do turismo", sublinhou.

Porque aqui, frisou, há aqui o que não existe e outras zonas do mundo que "são estas encostas fantásticas do Douro, este rio lindíssimo que ora estreita, ora alarga nas duas margens".

Concretamente sobre a ferrovia, disse que "todos os investimentos devem ser considerados, mas deve haver um plano estratégico para que os investimentos alavanquem outros investimentos" e exemplificou com o Alqueva.

"Durante anos e anos reivindicava-se a construção da barragem do Alqueva, muita gente duvidava que fosse rentável, vejam o que o Alentejo beneficiou com a construção da barragem do Alqueva que é uma barragem multifunções: para a agricultura, o turismo, entre outras e isso é bastante relevante", frisou.

Acrescentou que "é isso que deve ser feito em todos os territórios e também nos territórios do interior".

"Não há territórios dispensáreis no nosso país, todos podem dar um contributo para a criação de emprego, para a fixação de população, sobretudo dos jovens, e para atrair riqueza através do turismo", realçou.

A Linha do Douro liga atualmente o Porto ao Pocinho e a reativação até Barca d'Alva é reivindicada há vários anos.

"Já tive oportunidade de falar sobre como vejo a gestão deste investimento e a necessidade de gerirmos o território com inteligência", acrescentou sobre este assunto.

Depois da viagem de comboio, António José Seguro participa esta tarde na celebração dos 30.º aniversário do Parque Arqueológico do Vale do Côa.

  • Fonte: Rádio Renascença
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