Estudo mostra que os cães conseguem distinguir emoções no rosto humano
- 11/08/2026 07:47
- Redação
Uma análise ao cérebro dos cães revelou que o melhor amigo do homem consegue distinguir emoções nos rostos das pessoas, concluíram investigadores da Universidade de Viena, que dizem ter obtido a primeira evidência deste tipo de capacidade.
No estudo, os investigadores utilizaram aprendizagem automática para analisar exames cerebrais de 12 cães enquanto os animais observavam imagens de rostos humanos que expressavam diferentes emoções, informou a universidade num comunicado divulgado esta terça-feira.
Os investigadores descobriram que regiões do cérebro associadas a funções cognitivas superiores e ao processamento da recompensa — o córtex temporal e o núcleo caudado — eram ativadas apenas perante imagens de pessoas desconhecidas com uma expressão feliz.
A raiva, o medo e a tristeza não desencadearam a atividade dessas regiões, segundo o estudo, publicado na segunda-feira na revista científica iScience, da Cell Press.
No entanto, quando analisaram a atividade do cérebro como um todo, os investigadores identificaram padrões distintos que permitiam diferenciar o medo da raiva e da tristeza, constituindo a primeira evidência de que os cães conseguem distinguir expressões faciais negativas específicas.
"Os cães evoluíram connosco para compreender as nossas expressões e cooperar connosco, e reconhecer essa capacidade pode mudar a forma como comunicamos com eles e cuidamos deles", afirmou Laura Cuaya, autora principal do estudo.
Os investigadores pretendem agora estudar de que forma os cães integram outros sinais, incluindo a linguagem corporal, as nuances da voz e o odor, para interpretar os seres humanos que os rodeiam.
A equipa pretende também comparar a forma como os cérebros humanos e caninos processam os mesmos sinais emocionais.
Os investigadores acrescentaram que todos os cães participantes no estudo eram animais de companhia pertencentes a famílias que lhes proporcionavam um ambiente afetuoso, alertando que cães fora desse contexto poderão reagir de forma diferente aos sinais emocionais humanos.