Português recorda sismo na Colômbia. "Se morrer, vou morrer a tentar escapar"
- 11/08/2026 17:57
- Redação
Equipas de resgate e populares tentam encontrar sobreviventes nos escombros do sismo na Colômbia, numa altura em que as redes sociais no país estão repletas de mensagens a pedir informações sobre pessoas que se encontram desaparecidas.
“Estão no terreno, eu tenho andado a ver notícias e sei que estão no terreno, com cães [pisteiros] e elementos da proteção civil. Não sei se já chegaram elementos de outros países para ajudar. Sei que houve vários países que já se ofereceram, mas aqui sim, estão atuando”, refere.
Este português a viver há mais de uma década na Colômbia conta também que muito comércio está encerrado, foi imposto um recolher obrigatório e que há agora mais segurança nas ruas para evitar pilhagens.
António Matos conta que estava em casa, num terceiro andar de um prédio, quando ocorreu o sismo e ainda sofreu ferimentos ligeiros.
“Eu pensei que seria o mesmo que aconteceu na Venezuela. Se morrer não vou morrer aqui, eu vou morrer a tentar escapar. Eu estava descalço e desci as escadas até ao rés do chão. Vi que já havia muitas coisas nas escadas que estavam a cair e aí cortei-me no pé direito e também fiquei com vários golpes aqui na mão esquerda. A minha casa estruturalmente está bem, mas, na junção das placas do teto com as paredes há várias fendas porque o teto moveu-se todo com as paredes”, conta.
António Matos revela ainda que em muitas zonas da cidade falta água, luz e internet.