Eclipse abre oportunidade para conhecer melhor a atmosfera do Sol, diz investigador

Eclipse abre oportunidade para conhecer melhor a atmosfera do Sol, diz investigador

  • 12/08/2026 01:07
  • Redação

Ver o eclipse a 100% em Portugal só numa pequena faixa no nordeste do país, junto a Rio de Onor. No restante território, a Lua vai ocultar apenas parcialmente o Sol.

“Não é um fenómeno de raridade. O último eclipse solar total foi, em 1912, depois disso tivemos vários parciais e, em vários pontos do globo, eles vão acontecendo”, esclarece o académico.

A Lua está a afastar-se da Terra "cerca de quatro centímetros por ano", aponta o especialista. À medida que essa distância aumenta, vai parecer cada vez mais pequena vista do nosso planeta.

Ainda assim, “para que ela se consiga afastar o suficiente para que deixemos de ter eclipses totais são precisas várias centenas de milhões de anos”, sublinha Filipe Ferreira da Silva.

Quando a Lua tapa totalmente o disco solar, torna-se possível estudar melhor regiões normalmente ofuscadas pela intensidade da luz, como a atmosfera exterior do Sol.

“A intensidade luminosa do Sol descoberto é tão grande que toda a atmosfera se torna, no fundo, não visível para análise”, explica.

Filipe Ferreira da Silva lembra ainda que existem, hoje, missões capazes de produzir eclipses artificiais, permitindo prolongar este tipo de observação.

Nas zonas de eclipse total, a temperatura pode baixar e alguns animais podem alterar o comportamento perante o escurecimento repentino.

“É o acontecer do anoitecer quando não é noite. É natural que os animais que têm essa perceção reajam”, explica.

“Não é nada que seja obscuro e que não seja explicado pela ciência”, conclui.

  • Fonte: Rádio Renascença
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