União Europeia aperta limites aos "químicos eternos" nas embalagens alimentares

União Europeia aperta limites aos "químicos eternos" nas embalagens alimentares

  • 12/08/2026 01:30
  • Redação

Os PFAS são uma família de milhares de substâncias químicas utilizadas em diferentes produtos, sobretudo pelas propriedades de resistência à água e à gordura. É por isso que podem ser encontrados, por exemplo, em embalagens alimentares, têxteis impermeáveis ou utensílios de cozinha antiaderentes.

Nas embalagens alimentares, uma das preocupações está na possibilidade de os químicos passarem para os alimentos, sobretudo perante fatores como a gordura, acidez ou aquecimento.

Para a ZERO, os novos valores são tão baixos que, na prática, deverão levar à retirada destas substâncias da maioria das embalagens.

"Praticamente o que nós vamos ter, acreditamos nós, é embalagens sem PFAS", afirma Susana Fonseca, que considera a medida “muito positiva” para reduzir a exposição dos consumidores.

A exposição a algumas destas substâncias tem sido associada a diferentes problemas de saúde.

Susana Fonseca aponta, entre os efeitos com maior evidência científica, doenças da tiróide, aumento do colesterol, impactos no fígado e alguns tipos de cancro.

"Deveria haver, de facto, uma restrição praticamente completa", defende Susana Fonseca.

A responsável admite que possam existir períodos de transição para setores onde seja mais difícil substituir estas substâncias, mas considera que devem ser definidos prazos para a sua retirada total.

A presença de PFAS não é percetível através do aspeto das embalagens o que levanta a necessidade de fiscalizar o cumprimento da medida que entra em vigor esta quarta-feira. Susana Fonseca considera, por isso, necessário recorrer a análises laboratoriais para confirmar a existência destas substâncias.

A vice-presidente da ZERO chama particular atenção para produtos importados de fora da União Europeia, onde considera poder existir um risco maior de incumprimento das regras.

“Precisamos que as autoridades tenham uma ação de verificação, de forma a que nós fiquemos protegidos”, conclui.

  • Fonte: Rádio Renascença
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